Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, dezembro 31, 2014

Um ano da minha princesa

Texto publicado no Facebook pelo primeiro aniversário da minha Letícia


Minha pequena completou um ano, mas parece que foi ontem que uma mãe chegou assustada à maternidade. Os questionamentos borbulhavam na sua mente. Como seria cuidar de dois bebês? Daria conta? Se os dois chorassem ao mesmo tempo?
Essa mesma mãe saiu da sala de parto aos prantos. Acabara de ganhar de presente a menina que sempre imaginou ter. Uma boneca de verdade para alguém que passou a infância apaixonada por bonecas.
Os dias que se seguiram foram de adaptação, porque tudo que queria era impedir que Max sofresse de ciúmes.
Os meses passaram. O amor por Lelê foi aumentando, sendo alimentado na alegria de nosso lar. A amizade entre os irmãos se fortalecendo. Hoje esta mãe se sente realizada. E diante da dificuldade e do prazer de criar dois bebês, digo que vale a pena.
É apenas o primeiro ano de uma garotinha moleca, que só nos enche de amor e alegria. Te amo, Letícia, minha companheira, minha levada, minha amiga, minha filha. Como dizem por aí: o mundo ficou melhor desde que você chegou. Seu lugar está garantido no nosso coração e na nossa vida.

Um beijo de amor

Texto publicado em 21 de outubro no Facebook

Hoje vi meus pais se beijarem.
Diante de tanta dificuldade, de tanta rabugice que a rotina traz, sim, é possível dar um beijo depois de 40 anos de casados.
Aquele gesto me comoveu. Não foi pedido, não foi para fazer média, não foi de aparência. Foi natural.
E mesmo depois de uma vida inteira juntos, com as chatices do dia-a-dia, com poucas afinidades e muita pedra para carregar, há um sopro de alento na vida deles. Nem que dure um segundo.
Mas aquele beijo foi muito para mim. Trouxe um sorriso de canto de boca e a certeza de que nasci do mais genuíno amor.

Homenagem para guardar no coração

Este ano perdi uma prima querida, amada e com quem convivi 34 anos da minha existência. Dor das maiores que já senti.

Texto da homenagem feita a ela na Defensoria Pública do Rio de Janeiro

Nesta sexta-feira, dia 7 de Novembro, a Sala do Conselho Superior da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro foi batizada com o nome da Defensora Pública Eliete Costa Silva Jardim, falecida no meio do ano.
A cerimonia de descerramento da placa contou com familiares da defensora, membros da Administração Superior da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, do Conselho Superior da Defensoria Pública RJ e funcionários da instituição.
“Em sete anos que permaneceu na carreira, a Defensora Eliete demonstrou uma competência, uma coerência e um comportamento exemplar. É uma homenagem justa e merecida a colega Eliete. Certamente ela será lembrada durante toda a vida institucional da Defensoria Pública”, afirmou o 2° Subdefensor Geral do Estado do Rio de Janeiro, Dr. Fabio Brasil.
O descerramento da placa, realizado pelos seus pais e marido, foi marcado por muitas palmas e emoção. Ao final, o 2° Subdefensor Geral do Estado RJ, Dr. Fabio Brasil, entregou um buquê de rosas, como uma singela homenagem, para a mãe da Defensora.

Nove anos de vida em comum

(texto publicado no Facebook em 14/10/2014)

Há nove anos, em um 27 de novembro, descobri o que era amor à primeira vista.
Me apaixonei enlouquecidamente pelo cara com quem hoje divido a vida e que me deu dois filhos lindos e mais um emprestado.
Lembrar deste dia me faz sentir de novo aquela emoção, aquele frio na barriga, o sorriso que se recusava a sair do rosto e o medo de o telefone nunca mais tocar.
Não, não foi um daqueles amores construídos com o convívio, com o tempo. Chegou na mesma hora em que começou aquele primeiro papo sem graça, em que a gente se apresenta e conta um pouco da nossa história sem saber o que nos espera depois.
Mesmo depois de nove anos, tenho a plena convicção de que casei com o grande amor da minha vida. E, só por isso, posso me considerar sortuda. Que a vida nos permita lapidar este amor, aumentá-lo e também transpor cada dificuldade no caminho. Não é fácil amar todos os dias e para sempre, mas vamos tentar, marido?

sábado, julho 06, 2013

Meu mundo também será cor-de-rosa

O último pedido da minha lista de desejos em dezembro foi ter outro filho até os 40 anos. Papai do céu me atendeu com uma baita surpresa. Não estava planejado, afinal Max só tinha 10 meses. Entretanto, no sábado de Carnaval, à noite, meu marido trouxe o teste para que eu fizesse. O resultado ficou meio duvidoso. Eu não conseguia interpretar. Mas na manhã seguinte, outro teste trouxe a certeza: estava grávida.
Atualmente, estou com 26 semanas, à espera da minha garotinha. Max vai ganhar uma irmã: Letícia. Tenho sentido tanta coisa junta. A ansiedade para conhecê-la, o medo de cuidar de dois, a alegria pr Deus ter me concedido, mais uma vez, o dom da vida. Ter filhos é a experiência mais completa que uma pessoa pode ter. Amo ser mãe. Rio, choro, brigo, dou muitos beijos, acalento... É um amor que realmente chega a doer, como uma amiga certa vez definiu. Dói muito e agora esta dor vai vir em dobro. Que a minha pequena chegue saudável e abençoada como o irmão.

quinta-feira, novembro 15, 2012

Max e a borboleta

Max viu, pela primeira vez, uma borboleta. Espero que ele saiba apreciar certas belezas naturais como eu, que passei a ter um outro olhar sobre elas depois que meu avô se foi. Era ele que ensinava os netos a apreciar borboletas e bromélias,
 catar amoras e fazer um museu de coisas naturais. Quando pequenos chegamos a colecionar minerais, conchas, insetos e folhas de árvores para montar nosso museu. Bons tempos, eternizados na memória e no coração. (publicado hoje no Facebook)

quinta-feira, novembro 08, 2012

A roda da fortuna

A roda da fortuna é uma carta do Tarô que fala em ciclos e de que as coisas retornam aos mesmos lugares, mesmo que modificadas.
Na minha infância, convivi muito com meu avô e, frequentemente, ele nos levava para fazer programas que não eram lá muito interessantes para crianças como visitar um orquidário ou praias não muito badaladas. Ele gostava de bichos e morava em uma casa com quintal.
Pois bem, hoje mudei para uma casa com quintal e fico imensamente alegre de me deparar com animais exóticos andando pela rua, como capivaras, preas, gambás. Além disso, tenho tido o maior prazer em passear na praia de Guaratiba e, em breve, vou comprar minhas novas orquídeas e outras belezas semelhantes.
Tenho a sensação de que as lembranças dele estarão marcadas para sempre na minha vida, fazendo reviver seus gostos, aventuras e histórias marcantes. Mesmo depois de quase nove anos sem meu avô, sinto que sua presença está, a cada dia, mais intensa.

Maternidade que transborda

A maternidade mudou a minha vida. Sinto como se tivesse amadurecido uns 20 anos. Não, não me sinto uma idosa. É porque, talvez, antes, eu não soubesse o verdadeiro significado da palavra responsabilidade. Sempre fui uma aluna dedicada, uma profissional correta e honrei meus compromissos. Mas a responsabilidade de que falo agora é outra. É saber que uma vida depende de mim e eu tenho que tentar falhar o menos possível.
Não tenho a pretensão de ser perfeita. Longe de mim. Mas quero exercer com o máximo de doação esse papel que Deus me concedeu. Quero ser uma mãe presente, dedicada, amorosa. Se eu consigo isso, já me sentirei muito feliz.
Aliás, depois de ser mãe, felicidade é algo que a gente sente a cada minuto. Não precisa de viagem para o exterior, nem carro do ano, nem bolsa de grife. Ter um bebê em casa fazendo gracinhas, te pedindo colo ou simplesmente te olhando nos olhos, já te enche de algo que, talvez, seja maior do que a palavra felicidade pode significar.
Max me fez ver o melhor e o pior que há em mim. Me descobri uma mãe paciente, sorridente e também um pouco cansada, é fato. Quanto ao pior, também não é ruim. Quando se conhece os defeitos, é mais fácil fazer de tudo para melhorá-los. E o grande incentivo para me tornar uma pessoa melhor é esta criatura, que hoje tem oito meses.
Encher a boca para falar "meu filho"é algo que tenho experimentado a cada segundo, em doses cavalares. Nunca imaginei que sentiria tanto orgulho de ter um bebê nos braços e me dedicar quase exclusivamente a ele. Hoje posso dizer que sei o real significado da vida e esta foi a melhor lição que aprendi com meu pequeno rapaz.

terça-feira, março 06, 2012

O dia que mudará a minha vida

Hoje é o grande dia. Aquele em que eu deixarei apenas de ser filha para tornar-me mãe. Faltam poucas horas para conhecer a minha cria, mas o tempo se arrasta. É difícil pegar no sono. A ansiedade toma conta a cada minuto e mesmo precisando chegar apenas meio-dia na maternidade, já estou de pé desde as 8h.
É uma gama tão grande de sentimentos, difícil de explicar. Além da apreensão, vem junto toda aquela preocupação de que terei uma responsabilidade para a vida inteira, uma vida que se formará a partir dos meus cuidados e ensinamentos. Uma vida que depende de mim e do meu marido. Alguém que será, em parte, o resultado do que construirmos.
Enquanto Max não chega, tenho mil imagens na cabeça: o primeiro sorriso, o menino levado andando de bicicleta, tomando banho de piscina e de mangueira, brincando com os primos, fazendo manha. Ah, quanta delícia que ainda não vivi, mas que pretendo desfrutar com a máxima intensidade.
Só tenho a agradecer a Deus por este momento e por ter me proporcionado construir uma vida linda, já que também me proporcionou a benção de ter encontrado o grande amor da minha vida e com ele estar realizando o sonho de ser mãe.
Que chegue o Max, para trazer ainda mais felicidade para nossas vidas!

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

Para meu filho

Meu filho, falta muito pouco para eu tê-lo nos braços e a ansiedade só aumenta a cada segundo.
É porque esta não é uma espera de nove meses, mas de uma vida. Afinal, que menina nunca sonhou em encontrar o príncipe encantado, casar-se com ele, ter filhos e viverem todos felizes para sempre?
Esses últimos dias antes de você vir ao mundo têm sido de bastante reflexão. Apesar dos 35 anos, quase 36, me sinto uma garotinha perdida. Tenho procurado amadurecer a cada dia, para ser uma pessoa segura ao te receber. Mas entenda, meu filho, não é fácil.
No dia em que você chegar, estará nascendo também uma nova mãe, no caso, eu. Alguém que só tem a certeza de que vai te amar incondicionalmente. De resto, vou aprender tudo, no dia-a-dia, com você me ensinando os caminhos a seguir. Por isso, também a aflição, o medo de falhar, de não ser a mãe perfeita, que afinal de contas, não serei. Ninguém é perfeito. Eu quero apenas te dar muito orgulho.
Enquanto te espero, penso nos momentos que virão. Sonho com você sendo amamentado, com os primeiros sorrisos, as primeiras palavras, os primeiros passos, a primeira festa na escola, os primeiros rabiscos e desenhos, a primeira redação e a primeira travessura.
Enquanto você não vem, fico imaginando como será seu rostinho e sua personalidade, se terá os meus olhos ou a boca de seu pai. Se terá cabelos lisos ou ondulados, se será chorão como a mãe ou levado como o pai. E sigo sentindo seus chutes, seus soluços, seu pequeno corpinho comprimindo todo o meu. Só por isso, eu me emociono e permaneço nesta imensa espera de dias, horas, minutos e segundos. Te espero, meu filho, falta pouco, só mais um pouquinho, para você ganhar o meu colo e o mundo.

quinta-feira, dezembro 22, 2011

Meu filho

Falei muito vagamente sobre a minha gravidez por aqui. Na verdade, foi uma tentativa de não expor a minha vida, a do meu marido e a do pequeno que está na minha barriga. Mas, acontece que escrever em um blog é guardar memórias para a posteridade. Hoje escrevo aqui muito mais para mim do que para que as pessoas comentem, aplaudam, elogiem meus textos. A interatividade agora fica por conta do Facebook e outras redes sociais.
Pois bem, estou com seis meses de gravidez e meu filhote já está com 34cm e 1,06kg na 27ª semana de gestação. Nesses dias, fiz uma ultra e o ecocardiograma fetal. Tudo ótimo, em perfeita sintonia. Meu garoto, que vai se chamar Max, é um menino bem agitado. Pelo menos, dentro da barriga.
Eu ando nas nuvens com a maternidade. Agradeço a Deus por estar tudo bem até aqui e pedindo para que assim permaneça sempre. Espero ter um parto tranquilo e o nascimento desse rapaz será bem próximo ao meu aniversário, portanto merece uma comemoração em dobro.
O quarto dele já está quase pronto. Temos berço, cômoda, cortinas, tapete, cadeira de amamentação e suas roupinhas devidamente guardadas. Aliás, 90% do enxoval dele veio do Canadá, quando o pai viajou a trabalho e se jogou nas compras para paparicar o novo herdeiro.
É isso, agradeço todos os dias por esta dádiva. Feliz Natal para todos!

terça-feira, dezembro 13, 2011

Em busca da superação

As mudanças na vida nos torna inseguros, ansiosos e fora do eixo. Mesmo que elas sejam maravilhosas e gratificantes. Ter um filho, por exemplo, é o sonho de muitas mulheres, inclusive meu. Mas não é fácil imaginar como será o futuro, que consequências essa escolha vai trazer e que outros campos da vida serão alterados.
Como aprender a ser mãe, como redefinir meu papel como profissional, como ser uma esposa bacana... Não há fórmula, não há roteiro prévio. O importante é buscar o equilíbrio e procurar se superar sempre, como pessoa. Transmitir valores, dar amor incondicional a um novo ser e renovar sempre o sentimento maravilhoso que sinto há mais de cinco anos pelo mesmo homem é o que almejo para a minha vida.

quarta-feira, outubro 19, 2011

Momento sublime

Existem momentos na vida únicos, indescritíveis e intensos. Um deles é a gravidez. São emoções variadas: cuidado extremo nos três primeiros meses; a luta para aguentar dores sem tomar remédio; a primeira ultra em que se escuta o coração batendo; o alívio na translucência nucal quando se descobre que está tudo bem; a preocupação quando se leva tombos; os cuidados com a alimentação; a primeira vez em que se sente o bebê mexer (estou aguardando esta!) e por aí vaí, até o parto.
Depois que aquela criaturinha nasce, imagino que essas emoções só redobrem, que o amor só cresça e que os laços familiares se fortaleçam.
Passar por isso significa dizer que as responsabilidades aumentam, que se aprende a traçar novos caminhos e a se fortalecer com as adversidades. Entretanto, existe por trás de tudo, uma beleza muito maior que é descobrir como amar incondicionalmente.

domingo, outubro 09, 2011

Saber amar e priorizar

Saber amar a nós mesmos é lindo, mas também aprender a dar prioridades a quem amamos também é, em alguns momentos da vida. Não sou aquela pessoa inflexível, porque acho que dar felicidade aos outros também é garantir a sua própria. Quantas vezes me vi contente em abrir mão de alguma coisa para fazer a vontade do meu marido. No fim, nós dois curtimos juntos aquele momento partilhado.
Nesta minha nova fase tenho pensado muito em outra vida, a que pulsa em meu ventre. É ele, um pequeno ser em formação, que procuro priorizar desde a hora que acordo até a hora que durmo. Hoje existe trabalho, estudo e outros afazeres cotidianos, mas se algo tiver que esperar, com certeza não será o meu pequeno. A sua saúde é o que está hoje em primeiro lugar. É nas roupas que eu uso, na alimentação mais adequada, na música para meditação que eu procuro demonstrar todo o meu amor. Tudo para deixá-lo confortável e sadio dentro da sua primeira morada.
Por tudo isso, me orgulho muito de ser uma pessoa assim. Para muitos, pode ser sinal de fraqueza ou de falta de personalidade. Para mim, é de doação, felicidade e amor. Claro que, com moderação! Não podemos nos esquecer de nós mesmos para agradar aos outros, porque se não, estamos desistindo e fazendo com que os outros também desistam de nós. 
Entretanto, serenidade e ponderação ajudam na forma de viver e compartilhar com as pessoas a quem temos mais apreço momentos de prazer e de alegria. Hoje posso dizer que estou completa e quero muito que isso se perpetue. A vida pulsa e é preciso saber degustá-la dia após dia.

quinta-feira, junho 16, 2011

Dona Naninha

Quando estou no trânsito sozinha, muitas vezes, me vejo pensando em alguns momentos da minha vida e em pessoas que por ela passaram. Hoje lembrei da vovó Ana ou dona Naninha, como muitos a conheciam. Ela se foi aos 80 anos, quando eu ainda tinha 13. Naquela época, ainda não tinha o hábito de sentar para ouvir as histórias dos mais velhos. Estava preocupada em brincar e começava a pensar em namorar.
Minha avó era uma boa pessoa, daquelas velhinhas calmas e tranquilas que vemos em filmes. Tenho poucas lembranças dela aborrecida. As suas únicas brigas eram para dar uma bronca no filho caçula. E o filho caçula já era um homem de 50 anos, no caso, meu pai.
Dona Ana era única na arte de fazer bolinhos de chuva. Nunca comi nenhum tão bom quanto os que ela fazia. Sempre levava uma latinha com um punhado  para as festas de família a que era convidada. Infelizmente, a receita se foi com ela. Tenho uma prima que até sabe fazer, mas não ficam tão fofinhos. Eram tão marcantes, que a tal guloseima era conhecida entre a gente como "o bolinho da vovó Ana"
Ela era uma senhorinha morena, alta e magra, que fazia um coque com seus cabelos branquinhos. Nascida e criada no interior da Bahia, falava palavras que só ela entendia. Usava vestidos estampados, daqueles que têm cinto de pano combinando. Ela usava anágua. E foi a última pessoa que vi usando essa peça de vestuário.
Conhecia no bairro, o padeiro, o açougueiro e o sapateiro. Andava devagarzinho, com aqueles passos curtinhos ia para lá e para cá. Não era raro, nos depararmos com ela, atravessando uma rua próxima. E dava aquela pontada no coração, de vê-la andando lentamente, enquanto motoristas afobados a esperavam cruzar a pista.
Na sua casa, tinha uma TV que sempre pegava mal. Geralmente íamos visitá-la aos domingos, no final da tarde. Para meu desespero,  passava naquele horário o meu programa preferido: Menudomania, com os meninos portoriquenhos que eram uma febre de meninas da época. E aquela televisão, sempre com chuvisco, me dava nos nervos. Isso me fazia abreviar a visita, para ir correndo para casa. Hoje lamento de não ter aproveitado mais a minha vózinha. Se eu soubesse que ela partiria tão rápido, eu teria curtido mais a velhinha. Enfim, são momentos que se vão, mas tornam-se imortalizados na memória.

segunda-feira, maio 02, 2011

O homem que não gargalhava

(Por Carolina Bessa)

Ele não sabia gargalhar. O riso fácil, escancarado, barulhento era coisa impossível para ele. Não aprendeu como se fazia e achava graça de quem o conseguia. Criado por uma mãe que lamentava as mortes prematuras do marido e de um dos filhos, na sua casa não tinha programa de humor, música nem festa.
Mas o homem que não gargalhava cresceu, conheceu uma mocinha por quem se apaixonou, teve filhos, netos e bisnetos, sustentou a todos dignamente, comprou uma ilha encantada, teve gato, cachorro e papagaio. E, no fim, o homem que não gargalhava foi muito feliz!

terça-feira, abril 12, 2011

Unindo forças, fortalecendo laços

Os sustos que a vida nos dá, servem para valorizarmos ainda mais os momentos ao lado das pessoas queridas. Sempre que possível, visite seus pais, seus avós, seu melhor amigo. Não deixe de telefonar, mandar torpedos e até, porque não, usar as redes sociais para demonstrar seu afeto. O contato com aqueles que amamos é recomendável diariamente, para que possamos criar vínculos, fortalecer laços, apoiar decisões e oferecer um ombro para chorar. É isso que nos torna mais fortes e nos faz acreditar que viver é bom, que o passado de lembranças é doce, que o futuro pode nos reservar boas surpresas e o presente é cada tijolinho que colocamos para construir nossa trajetória.

domingo, abril 03, 2011

Alguém muito especial

Sentir saudades do meu avô é algo constante na minha vida. E quando lembro do seu jeito de falar, das coisas de que gostava e até do seu jeito de vestir, usando suspensório e boné, me faz cair aos prantos. Mesmo sete anos depois, a saudade ainda aperta muito!

quinta-feira, março 31, 2011

Lembranças da infância

Saudades das férias em uma ilha em que caçávamos borboletas e depois as soltávamos, comíamos amora e jamelão, mergulhávamos na lagoa, tínhamos medo de cobra, chorávamos a morte do caranguejo, corríamos de abelhas e marimbondos e nos encantávamos com os vaga-lumes.
(Pensar no meu avô sempre me inspira a escrever. Saudades dele!)

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Ao mestre com carinho

Ao longo da nossa trajetória temos vários mestres, que nos ensinam direta ou indiretamente como superar obstáculos, como acreditar nos sonhos ou simplesmente como tocar a vida. Meu pai hoje deu mais uma demonstração de que teimosia pode ser a alma do negócio. Lutador, ele ensina que não há idade, não há distância, não há barreiras quando se almeja uma coisa.
Deu um grande passo para conquistar seu objetivo maior, que é viver. E tem sido um grande exemplo a ser seguido. Ele simplesmente dribla a velhice, a doença, as palavras derrotistas. Ele quer mais coisas deste mundo e pronto. Enquanto Papai do Céu vibra ao seu lado e embarca nessa sua viagem pela vida, nós é que saimos ganhando, com memoráveis e frequentes aulas de persistência e luta.