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quarta-feira, dezembro 31, 2014

Um ano da minha princesa

Texto publicado no Facebook pelo primeiro aniversário da minha Letícia


Minha pequena completou um ano, mas parece que foi ontem que uma mãe chegou assustada à maternidade. Os questionamentos borbulhavam na sua mente. Como seria cuidar de dois bebês? Daria conta? Se os dois chorassem ao mesmo tempo?
Essa mesma mãe saiu da sala de parto aos prantos. Acabara de ganhar de presente a menina que sempre imaginou ter. Uma boneca de verdade para alguém que passou a infância apaixonada por bonecas.
Os dias que se seguiram foram de adaptação, porque tudo que queria era impedir que Max sofresse de ciúmes.
Os meses passaram. O amor por Lelê foi aumentando, sendo alimentado na alegria de nosso lar. A amizade entre os irmãos se fortalecendo. Hoje esta mãe se sente realizada. E diante da dificuldade e do prazer de criar dois bebês, digo que vale a pena.
É apenas o primeiro ano de uma garotinha moleca, que só nos enche de amor e alegria. Te amo, Letícia, minha companheira, minha levada, minha amiga, minha filha. Como dizem por aí: o mundo ficou melhor desde que você chegou. Seu lugar está garantido no nosso coração e na nossa vida.

Um beijo de amor

Texto publicado em 21 de outubro no Facebook

Hoje vi meus pais se beijarem.
Diante de tanta dificuldade, de tanta rabugice que a rotina traz, sim, é possível dar um beijo depois de 40 anos de casados.
Aquele gesto me comoveu. Não foi pedido, não foi para fazer média, não foi de aparência. Foi natural.
E mesmo depois de uma vida inteira juntos, com as chatices do dia-a-dia, com poucas afinidades e muita pedra para carregar, há um sopro de alento na vida deles. Nem que dure um segundo.
Mas aquele beijo foi muito para mim. Trouxe um sorriso de canto de boca e a certeza de que nasci do mais genuíno amor.

Homenagem para guardar no coração

Este ano perdi uma prima querida, amada e com quem convivi 34 anos da minha existência. Dor das maiores que já senti.

Texto da homenagem feita a ela na Defensoria Pública do Rio de Janeiro

Nesta sexta-feira, dia 7 de Novembro, a Sala do Conselho Superior da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro foi batizada com o nome da Defensora Pública Eliete Costa Silva Jardim, falecida no meio do ano.
A cerimonia de descerramento da placa contou com familiares da defensora, membros da Administração Superior da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, do Conselho Superior da Defensoria Pública RJ e funcionários da instituição.
“Em sete anos que permaneceu na carreira, a Defensora Eliete demonstrou uma competência, uma coerência e um comportamento exemplar. É uma homenagem justa e merecida a colega Eliete. Certamente ela será lembrada durante toda a vida institucional da Defensoria Pública”, afirmou o 2° Subdefensor Geral do Estado do Rio de Janeiro, Dr. Fabio Brasil.
O descerramento da placa, realizado pelos seus pais e marido, foi marcado por muitas palmas e emoção. Ao final, o 2° Subdefensor Geral do Estado RJ, Dr. Fabio Brasil, entregou um buquê de rosas, como uma singela homenagem, para a mãe da Defensora.

Nove anos de vida em comum

(texto publicado no Facebook em 14/10/2014)

Há nove anos, em um 27 de novembro, descobri o que era amor à primeira vista.
Me apaixonei enlouquecidamente pelo cara com quem hoje divido a vida e que me deu dois filhos lindos e mais um emprestado.
Lembrar deste dia me faz sentir de novo aquela emoção, aquele frio na barriga, o sorriso que se recusava a sair do rosto e o medo de o telefone nunca mais tocar.
Não, não foi um daqueles amores construídos com o convívio, com o tempo. Chegou na mesma hora em que começou aquele primeiro papo sem graça, em que a gente se apresenta e conta um pouco da nossa história sem saber o que nos espera depois.
Mesmo depois de nove anos, tenho a plena convicção de que casei com o grande amor da minha vida. E, só por isso, posso me considerar sortuda. Que a vida nos permita lapidar este amor, aumentá-lo e também transpor cada dificuldade no caminho. Não é fácil amar todos os dias e para sempre, mas vamos tentar, marido?

Metas para 2015

Não passei por aqui durante todo o ano de 2014, mas já tenho as metas para o ano seguinte. Vamos a elas:

- Ter uma rotina fixa de estudos (2h pela manhã e 2h de noite)
- Fazer inscrição no maior número de concursos possível
- Cuidar mais de mim
- Emagrecer
- Ter mais independência de locomoção. Sair de carro com as crianças, levá-las para atividades sozinha.
- Entrar menos nas redes sociais (três vezes por semana)
- Ler mais notícias.
- Inventar sempre coisas criativas para fazer com as crianças
- Estudar com Matheus
- Acordar mais cedo todos os dias, inclusive fins de semana.

Que 2015 traga muitas alegrias, realizações e bastante saúde.

sábado, julho 06, 2013

Meu mundo também será cor-de-rosa

O último pedido da minha lista de desejos em dezembro foi ter outro filho até os 40 anos. Papai do céu me atendeu com uma baita surpresa. Não estava planejado, afinal Max só tinha 10 meses. Entretanto, no sábado de Carnaval, à noite, meu marido trouxe o teste para que eu fizesse. O resultado ficou meio duvidoso. Eu não conseguia interpretar. Mas na manhã seguinte, outro teste trouxe a certeza: estava grávida.
Atualmente, estou com 26 semanas, à espera da minha garotinha. Max vai ganhar uma irmã: Letícia. Tenho sentido tanta coisa junta. A ansiedade para conhecê-la, o medo de cuidar de dois, a alegria pr Deus ter me concedido, mais uma vez, o dom da vida. Ter filhos é a experiência mais completa que uma pessoa pode ter. Amo ser mãe. Rio, choro, brigo, dou muitos beijos, acalento... É um amor que realmente chega a doer, como uma amiga certa vez definiu. Dói muito e agora esta dor vai vir em dobro. Que a minha pequena chegue saudável e abençoada como o irmão.

quinta-feira, dezembro 06, 2012

Desejos para 2013

Chegou a hora de pensar na minha lista de 2013. O que pretendo fazer. Aí vai:


1 - Tempo e disciplina para estudar para concursos
2 - Fazer um cursinho preparatório para concursos
3 - Emagrecer
4 - Batizar Max
5 - Fazer festinha simples no aniversário de 1 ano do Max
6 - Fazer passeios legais com marido, Max e Matheus
7 - Estar com a Brendinha e dar muito carinho a ela
8 - Ver mais filmes no cinema
9 - Cultivar flores na casa nova
10 - Max saudável e feliz
11 - Momentos para curtir o marido
12 - Dar mais atenção aos meus pais
13 - Visitar família do tio Dozinho em Brasília

Balanço de 2012

Como faço todos os anos, vou colocar aqui a lista do que desejei para 2012 e o que, efetivamente, eu consegui realizar. Aí está:

1 - Um parto tranquilo. (Foi tranquilérrimo!)
2 - Max saudável e feliz. (Graças a Deus, desejo realizado!)
3 - Momentos deliciosos com o filhote. (Muitos!)
4 - Muita harmonia na família (eu, marido, filho e enteado). (Sim!)
5 - Tempo e disciplina para estudar para concursos. (Não realizei)
6 - Emagrecer bastante depois do parto. (Consegui chegar ao peso que estava antes)
7 - Ser mais organizada e caprichosa com a casa. (A passos lentos, mas progredindo)
8- Dar atenção aos meus pais. (Não consegui, porque eles passaram mais tempo em Blumenau que no Rio de Janeiro)
9 - Pegar a carteira da OAB e algumas causas como advogada. (Sim!)
10 - Passeios divertidos com a família e com amigos. (poucos)

quinta-feira, novembro 29, 2012

Coisas para a fazer durante a vida III


Aí vai a lista para a vida atualizada. Em vermelho é o que realizei. Em azul, o que devo fazer mais de uma vez. E em preto, o que falta realizar. Atualizo todo ano só para lembrar de perseguir meus objetivos. Afinal, já estamos quase no Ano Novo. Portanto, está na hora de começar a refletir o que quero para o futuro.

1) Ter um filho. (Meu pequeno já está com quase 9 meses)
2) Ter uma casa na montanha ou um sítio. De preferência com cachoeira ou piscina de águas naturais.
3) Ter uma casa com jardim. (a minha vai ter jardineiras e não jardim. Mas está valendo)
4) Ter um casal de São Bernardos. (por enquanto só tenho a Brenda)
5) Fazer cursinho preparatório para concursos (fiz o Glioche, mas vou fazer outros)
6) Passar em um concurso mega-power de Direito
7) Cuidar bem dos cabelos com vários tratamentos
8) Alcançar 55kg
9) Ler os clássicos da literatura
10) Conhecer Cartagena
11) Ter dias inteiros só com o marido para namorar, ver filmes, curti-lo. (Faço algumas vezes, mas quero muito mais. Por enquanto, temos estado mais a três)
12) Rir muito
13) Voltar à Disney (Já fui duas vezes, mas isso nunca é demais)
14) Estudar inglês
15) Ver neve de novo
16) Ir novamente ao Parque Hotel, em Lambari. De preferência com Matheus e Max
17) Fazer musculação
18) Experimentar comidinhas do Taco Bell
19) Conhecer Fernando de Noronha
20) Voltar às Serras Gaúchas, agora com o marido, Max e Matheus
21) Fazer passeios no campo
22) Fazer passeios legais com o enteado e com filho
23) Visitar mais os museus do Rio
24) Conhecer Nova Iorque
25) Conhecer Florença e Veneza
26) Conhecer Paris
27) Conhecer o Vesúvio
28) Deliciar-me com os sanduíches da Wendy's de novo
29) Escrever e publicar um livro
30) Entrevistar Gabriel García Márquez
31) Voltar aos Lagos Andinos agora com o marido
32) Tirar muitas fotos sempre (É algo para fazer a vida inteira)
33) Voltar a Ilha Grande
34) Aprender a falar menos e escutar mais
35) Comprar Ipod Shuffle (4 GB) . Acabei optando por um MP3 Phillips e depois ganhei um Ipod
36) Assistir a todas as temporadas de Greys Anatomy
37) Voltar a ter caderneta de poupança
38) Ter uma alimentação cada dia mais natural
39) Andar de bicicleta pelo bairro com frequência
40) Conhecer Bonito (Mato Grosso do Sul)
41) Ser uma boa mãe e uma boa madrasta
42) Encontrar mais os amigos
43) Passear com a Brenda todos os dias
44) Ser mais organizada
45) Aprender a cozinhar coisinhas novas
46) Curtir mais meus pais
47) Conhecer o lugar onde meu pai nasceu, no interior da Bahia
48) Encontrar a sogra mais vezes para bater papo. (Gente, ao contrário de muitas, eu adoro a minha, tá?)
49) Aprender fotografia
50) Escanear todas as fotos de papel
51) Passar para DVD as imagens da infância de VHS
52) Envelhecer ao lado do marido (quero que fiquemos juntos para sempre)
53) Saborear alfajores (amo muito!)
54) Cultivar mais orquídeas.
55) Aprender mais História da Arte
56) Ver um koala
57) Nadar com golfinhos. Eu alimentei os golfinhos no Sea World.
58) Voltar a fazer aula de dança
59) Conhecer a Ilha do Mel
60) Conhecer Florianópolis
61) Comer empanadas.
62) Assistir de novo "E o vento levou..." e "A noviça rebelde"
63) Passar na prova da OAB
64) Tirar 10,0 na monografia
65) Comprar sapatos sociais
66) Comprar sofás novos para a sala. Resolvi reformá-los
67) Ver espetáculos da Broadway
68) Levar minha mãe à Disney
69) Fazer uma viagem com marido e meus pais para Buenos Aires
70) Comemorar os 90 anos da vovó com uma festa
71) Comemorar os 40 anos de casados dos meus pais com uma festa
72) Voltar a Punta del Este
73) Andar de patins
74) Conhecer Penedo
75) Voltar à Maringá (Visconde de Mauá), onde passamos a nossa lua-de-mel
76) Ter uma banheira de hidromassagem
77) Ter um controle remoto para acender/apagar luz e ventilador. (Meu marido me deu!)
78) Voltar a Tiradentes, agora com o marido.
79) Montar um quarto lindo de bebê para o meu filho.
80) Matricular meu filho em um bom colégio.
81) Batizar meu filho.
82) Conseguir dividir bem meu tempo entre o meu filho e os estudos.
83) Ter uma horta
84) Ter uma piscina em casa. (Por enquanto temos uma inflável)
85) Ter uma churrasqueira
86) Fazer festas de aniversário legais para o meu filho
87) Aprender a fazer enfeites de aniversário para meu filho
88) Fazer comidinhas legais e divertidas para meu filho
89) Viajar com o marido nos nossos 10 anos de casamento
90)Viajar para a São Paulo e conhecer os principais pontos turísticos
91) Fazer um cruzeiro para a Europa
92) Ter uma maleta de maquiagem. Meu marido me deu de presente de 6 anos de casados.
93) Ler histórias para o meu filho antes de dormir. (eu já faço isso, embora ele ainda não entenda)
94) Ter outro filho até os 40 anos.

A alegria

Eu sempre gostei mais da palavra alegria do que da felicidade. Porque a alegria me parece mais verdadeira, mais esfuziante, mais fugaz. Porque é possível ser alegre. De vez em quando a gente é. A alegria é o contentamento que traz gargalhada, abraços apertados, brincadeiras sacanas.
Já a felicidade, por se pretender um estado eterno de ser, soa falsa. Ninguém é feliz. As pessoas têm momentos felizes. Aliás, a felicidade só existe no Facebook, no Orkut ou qualquer outra rede social. É para inglês ver. Felicidade é a pretensa idéia de que a nossa vida é perfeita. E já dizem os cientistas, quem a procura, adoece, porque nunca vai encontrá-la. Por isso, o Poetinha está certo quando diz: "é melhor ser alegre que ser triste. Alegria é a melhor coisa que existe. É assim como a luz no coração". Viva a alegria!

quinta-feira, novembro 15, 2012

Max e a borboleta

Max viu, pela primeira vez, uma borboleta. Espero que ele saiba apreciar certas belezas naturais como eu, que passei a ter um outro olhar sobre elas depois que meu avô se foi. Era ele que ensinava os netos a apreciar borboletas e bromélias,
 catar amoras e fazer um museu de coisas naturais. Quando pequenos chegamos a colecionar minerais, conchas, insetos e folhas de árvores para montar nosso museu. Bons tempos, eternizados na memória e no coração. (publicado hoje no Facebook)

quinta-feira, novembro 08, 2012

A roda da fortuna

A roda da fortuna é uma carta do Tarô que fala em ciclos e de que as coisas retornam aos mesmos lugares, mesmo que modificadas.
Na minha infância, convivi muito com meu avô e, frequentemente, ele nos levava para fazer programas que não eram lá muito interessantes para crianças como visitar um orquidário ou praias não muito badaladas. Ele gostava de bichos e morava em uma casa com quintal.
Pois bem, hoje mudei para uma casa com quintal e fico imensamente alegre de me deparar com animais exóticos andando pela rua, como capivaras, preas, gambás. Além disso, tenho tido o maior prazer em passear na praia de Guaratiba e, em breve, vou comprar minhas novas orquídeas e outras belezas semelhantes.
Tenho a sensação de que as lembranças dele estarão marcadas para sempre na minha vida, fazendo reviver seus gostos, aventuras e histórias marcantes. Mesmo depois de quase nove anos sem meu avô, sinto que sua presença está, a cada dia, mais intensa.

Maternidade que transborda

A maternidade mudou a minha vida. Sinto como se tivesse amadurecido uns 20 anos. Não, não me sinto uma idosa. É porque, talvez, antes, eu não soubesse o verdadeiro significado da palavra responsabilidade. Sempre fui uma aluna dedicada, uma profissional correta e honrei meus compromissos. Mas a responsabilidade de que falo agora é outra. É saber que uma vida depende de mim e eu tenho que tentar falhar o menos possível.
Não tenho a pretensão de ser perfeita. Longe de mim. Mas quero exercer com o máximo de doação esse papel que Deus me concedeu. Quero ser uma mãe presente, dedicada, amorosa. Se eu consigo isso, já me sentirei muito feliz.
Aliás, depois de ser mãe, felicidade é algo que a gente sente a cada minuto. Não precisa de viagem para o exterior, nem carro do ano, nem bolsa de grife. Ter um bebê em casa fazendo gracinhas, te pedindo colo ou simplesmente te olhando nos olhos, já te enche de algo que, talvez, seja maior do que a palavra felicidade pode significar.
Max me fez ver o melhor e o pior que há em mim. Me descobri uma mãe paciente, sorridente e também um pouco cansada, é fato. Quanto ao pior, também não é ruim. Quando se conhece os defeitos, é mais fácil fazer de tudo para melhorá-los. E o grande incentivo para me tornar uma pessoa melhor é esta criatura, que hoje tem oito meses.
Encher a boca para falar "meu filho"é algo que tenho experimentado a cada segundo, em doses cavalares. Nunca imaginei que sentiria tanto orgulho de ter um bebê nos braços e me dedicar quase exclusivamente a ele. Hoje posso dizer que sei o real significado da vida e esta foi a melhor lição que aprendi com meu pequeno rapaz.

terça-feira, março 06, 2012

O dia que mudará a minha vida

Hoje é o grande dia. Aquele em que eu deixarei apenas de ser filha para tornar-me mãe. Faltam poucas horas para conhecer a minha cria, mas o tempo se arrasta. É difícil pegar no sono. A ansiedade toma conta a cada minuto e mesmo precisando chegar apenas meio-dia na maternidade, já estou de pé desde as 8h.
É uma gama tão grande de sentimentos, difícil de explicar. Além da apreensão, vem junto toda aquela preocupação de que terei uma responsabilidade para a vida inteira, uma vida que se formará a partir dos meus cuidados e ensinamentos. Uma vida que depende de mim e do meu marido. Alguém que será, em parte, o resultado do que construirmos.
Enquanto Max não chega, tenho mil imagens na cabeça: o primeiro sorriso, o menino levado andando de bicicleta, tomando banho de piscina e de mangueira, brincando com os primos, fazendo manha. Ah, quanta delícia que ainda não vivi, mas que pretendo desfrutar com a máxima intensidade.
Só tenho a agradecer a Deus por este momento e por ter me proporcionado construir uma vida linda, já que também me proporcionou a benção de ter encontrado o grande amor da minha vida e com ele estar realizando o sonho de ser mãe.
Que chegue o Max, para trazer ainda mais felicidade para nossas vidas!

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

Para meu filho

Meu filho, falta muito pouco para eu tê-lo nos braços e a ansiedade só aumenta a cada segundo.
É porque esta não é uma espera de nove meses, mas de uma vida. Afinal, que menina nunca sonhou em encontrar o príncipe encantado, casar-se com ele, ter filhos e viverem todos felizes para sempre?
Esses últimos dias antes de você vir ao mundo têm sido de bastante reflexão. Apesar dos 35 anos, quase 36, me sinto uma garotinha perdida. Tenho procurado amadurecer a cada dia, para ser uma pessoa segura ao te receber. Mas entenda, meu filho, não é fácil.
No dia em que você chegar, estará nascendo também uma nova mãe, no caso, eu. Alguém que só tem a certeza de que vai te amar incondicionalmente. De resto, vou aprender tudo, no dia-a-dia, com você me ensinando os caminhos a seguir. Por isso, também a aflição, o medo de falhar, de não ser a mãe perfeita, que afinal de contas, não serei. Ninguém é perfeito. Eu quero apenas te dar muito orgulho.
Enquanto te espero, penso nos momentos que virão. Sonho com você sendo amamentado, com os primeiros sorrisos, as primeiras palavras, os primeiros passos, a primeira festa na escola, os primeiros rabiscos e desenhos, a primeira redação e a primeira travessura.
Enquanto você não vem, fico imaginando como será seu rostinho e sua personalidade, se terá os meus olhos ou a boca de seu pai. Se terá cabelos lisos ou ondulados, se será chorão como a mãe ou levado como o pai. E sigo sentindo seus chutes, seus soluços, seu pequeno corpinho comprimindo todo o meu. Só por isso, eu me emociono e permaneço nesta imensa espera de dias, horas, minutos e segundos. Te espero, meu filho, falta pouco, só mais um pouquinho, para você ganhar o meu colo e o mundo.

sexta-feira, janeiro 13, 2012

As marcas da vida

A gravidez me trouxe estrias na barriga. As tão temidas, pelo menos, para mim. Apesar do creme trazido dos Estados Unidos ser usado diariamente duas, três vezes ao dia, não foi suficiente para conter as devastadoras marcas. Isso porque já tenho tendência a estrias e, não sei porquê, apareceram justamente no lugar em que Max mais chuta, empurra com a cabeça ou com o bumbum. Em vez de odiá-las, estou procurando vê-las de outra forma. Afinal de contas, serão as marcas que ficarão quando meu pequeno estiver neste mundo. Elas serão a prova viva de sua passagem por este corpo.
A mãe de uma amiga diz que as rugas, linhas de expressão e outras marcas que ficam no nosso corpo contam a nossa história. Por isso, em vez de querer apagá-las e fingir que não existem, temos que lembrar que fazem parte de momentos bons ou ruins, que passaram por nossa vida de forma intensa.
Por isso, aquela cicatriz no queixo, é a lembrança de um dia da infância em que resolvi correr no recreio do colégio e caí. Aos quatro anos, já tinha fôlego de sobra para gritar pela polícia e pelo bombeiro enquanto costuravam dois pontinhos naquele corte.
A estria que tenho em meu joelho, lugar raro de isso acontecer, apareceu lá pelos 10 ou 11 anos, mostrando que eu estava crescendo e estava prestes a sair da infância, para saborear a adolescência.
A marca de vacina no braço é um dos resquícios da minha infância remota, de que nem me lembro mais. Assim como, a queimadura que tenho perto do pulso direito, que me acompanha desde o meu primeiro ano de vida, quando minha mãe passou com uma panela quente e, eu, me debatendo na cadeirinha de comer, encostei o bracinho. Foi o suficiente para que ela e meu pai caíssem aos prantos junto comigo.
O que eu quero dizer é que é possível aceitar melhor nossas imperfeições e tratá-las com carinho, em vez de apelar para as plásticas, que transformam uma das nossas maiores bençãos, que é o nosso corpo, em algo artificial, superficial e desprovido de conteúdo. Não vamos nos transformar em corpos vazios de histórias, que descrevem uma vida muito mais focada na aparência do que na essência.

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Escutando música ainda na barriga

Depois de ter lido várias informações na internet e em livros especializados em gravidez, decidi colocar Max para escutar música. É bom para que eu relaxe e ele, dentro da barriga, aprenda a escutar e também fique calminho.
O repertório de ontem foram as músicas dos Beatles para bebês, todas em ritmo de canção de ninar. Na madrugada, o pai dele chegou e ainda colocou a trilha sonora de "Onde vivem os monstros" para o pequeno começar a conhecer.
Sei que ele deve ter dormido ou relaxado mesmo, porque depois de um dia fazendo estripulias na minha barriga, quase não se mexeu enquanto as músicas tocavam.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Cada mergulho, um flash

Hoje vou fazer um post indignado sobre a maneira como as pessoas desaprenderam a viver, a apreciar uma paisagem ou assistir a um espetáculo desde que se inventou a máquina fotográfica digital. E olha, aqui está falando alguém que adora fotografias.

Antigamente, debochávamos dos turistas japoneses, com suas máquinas no pescoço clicando freneticamente tudo o que viam pela frente quando estavam visitando um lugar novo. Agora, todo mundo resolveu seguir isso e o ser humano deixou de ver a vida sem ser por uma lente fotográfica.

Não basta estar em um lugar novo para sentir o clima local, apreciar quadros de artistas famosos, assistir a um balé ou visitar um monumento histórico. É preciso tirar uma fotografia in loco para depois postar no Facebook ou qualquer outra rede social. O importante não é estar, se emocionar e aprender, mas viver de aparência. Todos querem mostrar para os amigos onde estiveram, mesmo sem ter aproveitado um momento sequer no local. Na realidade, a pessoa tirou a fotografia, se preocupou em não perder um ângulo, mas será que viveu aquele momento? Será que conseguiu se emocionar com uma música ou com uma arte qualquer? Provavelmente, não! Estava muito ocupado!

Essa atitude moderna, muitas vezes, torna-se até uma falta de educação e respeito com os outros. Ontem mesmo, estava no Theatro Municipal, entretida com um espetáculo. Ao meu lado, um grupinho não cansava de tirar fotografias, mesmo depois de terem avisado que era proibido fazer isso durante a apresentação. E me diz, para quê? As fotos serão mais algumas no meio das outras 300 mil que a pessoa provavelmente nem voltará a ver. E será que ela apreciou e entendeu o que estava diante de si? Conseguiu se emocionar? Não, preferiu trocar seus olhos pelas lentes das câmeras.

Acho uma mania muito feia essa, de se passar por cima do que recomendam e, geralmente com motivo, só para satisfazer seu capricho. Fotografar pinturas sacras, quadros e outras artes, por exemplo, só as estragam e impedem que outras gerações possam conhecê-las como realmente foram feitas. Certa vez, outro episódio me deixou raivosa. Uma mulher chegou atrasada em uma visita a uma igreja histórica que visitávamos, logo depois de o guia ter informado que não podia se fotografar. Educadamente, uma pessoa avisou que não era permitido, já que ela poderia estar ingênua na situação. Que nada, a folgada virou e disse: “vou dar uma de ‘joão sem braço’ e enquanto não chamarem minha atenção vou tirando minhas fotos”. Sinceramente, essas pessoas deveriam ser expulsas dos locais quando burlam as regras. Se não é permitido, tem um motivo.

Por isso, gente, eu clamo: aproveitem a vida, curtam a praia, o show, o balé, o quadro de Picasso, a Capela Cistina, o Cirque Du Soleil captando com a memória o que vêem. Esqueçam temporariamente as câmeras e só tirem realmente fotos nos ambientes externos ou nos intervalos das apresentações, por exemplo. Assim não estarão incomodando ninguém, nem danificando uma obra de arte, que poderá ser vista por seus filhos, netos e bisnetos. O mundo fica muito mais emocionante quando a gente relaxa, aprende a sentir os locais na sua essência e não fica apertando friamente o botãozinho de um aparelho.

quinta-feira, dezembro 22, 2011

Meu filho

Falei muito vagamente sobre a minha gravidez por aqui. Na verdade, foi uma tentativa de não expor a minha vida, a do meu marido e a do pequeno que está na minha barriga. Mas, acontece que escrever em um blog é guardar memórias para a posteridade. Hoje escrevo aqui muito mais para mim do que para que as pessoas comentem, aplaudam, elogiem meus textos. A interatividade agora fica por conta do Facebook e outras redes sociais.
Pois bem, estou com seis meses de gravidez e meu filhote já está com 34cm e 1,06kg na 27ª semana de gestação. Nesses dias, fiz uma ultra e o ecocardiograma fetal. Tudo ótimo, em perfeita sintonia. Meu garoto, que vai se chamar Max, é um menino bem agitado. Pelo menos, dentro da barriga.
Eu ando nas nuvens com a maternidade. Agradeço a Deus por estar tudo bem até aqui e pedindo para que assim permaneça sempre. Espero ter um parto tranquilo e o nascimento desse rapaz será bem próximo ao meu aniversário, portanto merece uma comemoração em dobro.
O quarto dele já está quase pronto. Temos berço, cômoda, cortinas, tapete, cadeira de amamentação e suas roupinhas devidamente guardadas. Aliás, 90% do enxoval dele veio do Canadá, quando o pai viajou a trabalho e se jogou nas compras para paparicar o novo herdeiro.
É isso, agradeço todos os dias por esta dádiva. Feliz Natal para todos!

quarta-feira, dezembro 14, 2011

O que consegui realizar em 2011

Muitos desejos para 2011 (este foi o post do fim do ano passado. Vamos ver o que consegui realizar:)


1 - Passar na prova da OAB - ok. Consegui!!!!!!!!!!
2 - Viajar para o lugar dos sonhos do Marido - Não foi realizado. Mas espero conseguir nos próximos anos.
3 - Um filho - ok. Estou gerando meu pequeno!!!!!!!!!!!!
4 - Fazer uma monografia espetacular. Tirei 10.0 na monografia. Mas, como sou muito crítica, não foi espetacular.

5 - Bastante saúde para a família. Meu pai deu alguns sustos, mas o ano está terminando com saldo positivo
6 - Ler mais livros da Isabel Allende. Estou lendo "A lenda de Zorro"
7 - Emagrecer. Não consegui.
8 - Fazer caminhadas matinais. Não consegui
9 - Abraçar muito meu novo sobrinho. Abracei e beijei muito!
10 - Fazer passeios legais pelo Rio de Janeiro. Hoje fiz poucos passeios.