Eu nunca fui adepta de videogames. O Wii chegou a me despertar uma vontade. O Guitar Hero já passou a me empolgar mais, apesar de não o termos em casa e ter jogado um pouquinho apenas no Disney Quest. Agora chegou a vez do mais difícil deles o Playstation 3. E sabe porque me interessei? Simplesmente porque o jogo no qual me iniciei foi o Lost - Via Domus.
No game da minha série predileta, o jogador é um sobrevivente do voo da Oceanic e precisar encontrar os personagens que te dão pista de quem ele é, afinal de contas está com amnésia e não lembra no seu passado. Maneiríssimo!!!
Um blog para falar sobre política, viagem, cinema, séries, notícias e muito outros assuntos interessantes...ou não.
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quinta-feira, setembro 02, 2010
sexta-feira, maio 28, 2010
Mais explicações sobre Lost
Fonte: blog Teorias Lost
"Detalhes de 617/618 - "The End" - Series Finale
Esse é, provavelmente, o último texto com uma análise sobre um episódio de LOST. Me sinto feliz de ter chegado aqui com vocês. Desse blog ter dado certo e ter agradado tanta gente que sempre nos visitou. Foi muito bom esse tempo em que passamos juntos e discutimos LOST. Por alguns momentos queria prorrogar mais a liberação desse post...
Como já disse nos textos anteriores, achei o Final de LOST excelente. Achei épico! Muita gente não gostou, muitas outras tiveram a mesma sensação que tive. LOST ficará viva para sempre, enquanto não soubermos que a Ilha afundou...
Nos detalhes abaixo, tentei pegar os principais pontos do episódio e mais algumas coisas que achei importante relembrar de temporadas passadas para ficar mais clara a visão que tivemos do episódio.
Espero que gostem dos detalhes e que participem nos comentários deixando alguma coisa que vocês tenham percebido.
- "Tudo foi real!" As frases de Christian Shephard para Jack nos Sideways, nos mostrou que eles não morreram quando o Oceanic 815 caiu, tão pouco quando Juliet explodiu a Jughead. Christian deixa isso claro quando diz à Jack que "Tudo que já aconteceu com você é real. [...] Todos morrem um dia, filho. Alguns deles antes de você, alguns muito depois.". Acho que essa conversa esclarece o assunto, mas acredite naquilo que você acha melhor. O importante é que tenha tido uma grande experiência nos últimos 6 anos...
- Sideways: Primeiro temos que encarar os Sideways como uma resposta, não como o Final de LOST. Foi a conclusão do mistério criado na 6ª temporada e que nos confundiu até o final, nos fazendo pensar que era uma "realidade alternativa", quando na verdade os losties estavam mortos!
O que a série nos quis nos mostrar é que, de alguma forma, todos nós estamos ligados a algumas pessoas durante nossa vida. Ligados as pessoas presentes na "parte mais importante" de nossas vidas. Essa idéia tem muito do Hinduísmo e é misturado com várias outras idéias de outras religiões, que é exatamente o que vemos na sala onde Christian explica para Jack o que está acontecendo. Nas paredes, o vitral, tudo tem referência a várias religiões. Tivemos uma referência sobre isso no Templo, com as imagens nas paredes externas.
- "Let go!": Uma das expressões-chave desse final foi "let go", que pode ser traduzido de diferentes maneiras para o Português, de acordo com o contexto. As legendas optaram por "esquecer". No entanto, eu usaria "desapegar", que inclusive é um termo recorrente da doutrina espírita, à qual LOST fez uma clara alusão. De qualquer maneira, a mesma expressão foi usada logo nas primeiras cenas da temporada, no diálogo entre Jack e Rose dentro do avião. Depois de passarem pela turbulência, Rose diz a um assustado Jack: "It's OK, You can let go", referindo-se ao braço da poltrona. As legendas traduziram como "soltar/largar" - algo bem mais próximo de "desapegar" do que de "esquecer", não é? Mas o importante é que foi a mesma expressão. E claro, Jack a usa também ao tentar convencer Locke a se deixar operar, no "sideways". Tenho a impressão que isso já era uma dica, muito sutil.
Outra referência que me chamou a atenção foi no episódio "The Package" em que Jack conversa com Sun, prometendo-lhe que iria tirá-la da ilha. Na horta que Sun havia plantado 3 anos antes todas as plantas estavam mortas, porém Jack encontra um tomate vivo e diz o seguinte: "Encontrei um tomate teimoso. Ninguém o avisou que ele deveria morrer". Adivinha quem era o tomate teimoso da história, que relutou até o último instante em aceitar que já tinha morrido? Pois é, Jack Shephard.
- Eloise Hawking: Quando Eloise, nos Sideways, que alguém mudou a forma como Desmond vê as coisas e o manda parar, fica agora muito fácil de entender. Ms. Hawking já sabia o que significava aquele lugar, mas não queria ir embora. Ficar com seu filho era o que queria, para tentar compensar o fato de ter matado Daniel na Ilha. Essa mesma hipótese poderia inclusive explicar porque em "Flashes Before Your Eyes", episódio da terceira temporada, Eloise demonstra saber o que deveria acontecer no futuro. Aquilo seria um contato de Desmond com o além-vida e com uma Sra. Hawkings já consciente de tudo o que se passou.
- Os reencontros: Como já tínhamos pensado aqui no blog, os flashes que os personagens tinham nos Sideways eram motivados por alguma emoção ou conexão com uma pessoa ou momento importante que os losties viveram. O que fez dos reencontros deles, um grande flashback e uma homenagem aos fãs que puderam relembrar também momentos marcantes da série.
- A explosão da Jughead: Quando Juliet explodiu a Jughead, pensamos que esse momento havia criado a "realidade paralela". Mas não, apenas realocou os losties no espaço-tempo. Faraday tinha falado que os losties "não pertenciam" àquele lugar, àquele tempo. A morte de Juliet e suas últimas palavras "Funcionou", faziam menção ao fato de que eles realmente conseguiram ter paz - seja lá onde for - e também antecipavam o diálogo que ela teve com Sawyer no reencontro pós vida.
- O Monstro: Repararam que a fonte de luz faz uns sons parecidos com o da fumaça negra? E também que aquela espécie de "flash" emitida pelo monstro - vimos na 3ª temporada, quando Kate e Juliet estavam algemadas e se esconderam dele (episódio "Left Behind") - muito se assemelha à luz da caverna? Acho que isso, unido ao fato de que ao "apagar a luz" o MiB perdeu seus poderes, comprova que ele era feito da energia da própria ilha - um misto do espírito do homem que morreu e da energia natural do lugar. Ele era PARTE da própria ilha - uma hipótese para ele não poder sair de lá.
- O Coração da Ilha: Vimos a origem da "Luz" na Ilha, o "Coração da Ilha", quando Desmond desceu na caverna para fazer alguma coisa, para cumprir sua função. Ali vimos o motivo pelo qual Jacob disse para Widmore levar Desmond de volta para a Ilha. Pelas características de energia do local, Desmond seria o único capaz de se aproximar da fonte e transformar a Ilha em um lugar comum, sem características especiais. A origem da energia, da "Luz", tem muito de mitologia. Algo que surgiu com há muito tempo. Não imagino, ainda, como um vulcão pode gerar um campo magnético, mas o esfriamento das lavas e algumas condições do local podem ter causado esse fenômeno.
- A Pedra Fundamental e os Poderes da Ilha: Deixada em seu lugar, no Coração da Ilha, a "Pedra Fundamental" fazia parte dos elementos que dava à Ilha suas características especiais. Sem ela, o MiB perdia sua "imortalidade" e se tornava novamente humana de uma certa maneira. Era isso que ele queria de volta também, não era? Mas foi isso também que o matou... Detalhe interessante é que a "Pedra" tem algumas inscrições, que são bem antigas, com certeza. Provavelmente bem mais antigas que Jacob...
- Os esqueletos no "Coração da Ilha": Quando vimos Desmond entrando na caverna, vários esqueletos estavam jogados nos cantos. Claro que vi por aí algumas pessoas querendo saber quem eram aqueles que morreram na caverna. Sério mesmo!? Mas vimos que as pessoas já buscavam descobrir o que era a "Luz" mas não tinham o que era necessário para conseguir. Interessante também pensar que aqueles esqueletos nos mostram que a "mãe louca" de Jacob não era a única a viver na Ilha. Aqueles mortos podem muito ter feito parte do grupo dela e ela seria a única que nunca tentou entrar e descobrir, já que ninguém nunca voltava. Mas também podem ser corpos de moradores anteriores a ela. Quem sabe, não foram os construtores do Templo ou da estátua...
- Respeito com John Locke: Muito legal ver Jack defendendo a memória de Locke, quando o MiB começa a comentar sobre os "velhos tempos". Teve que ficar quieto quando ouviu de Jack que ele não era Locke e que respeitasse a memória dele...
- O pescoço de Jack: Aquela ferida que alimentou várias teorias foi explicada. Era uma marca feita por "Locke" (luta que você no detalhe seguinte!)...
- Jack Vs Locke: Um pouquinho de humor é sempre bem vindo, né? (Veja mais no Porra LOST! Parabéns e valeu, Catupiry!)
- Os cabelos brancos de Alpert: Nunca alguém ficou tão feliz ao ter seu primeiro fio de cabelo branco. Mas justo, não? Afinal, mais de 140 anos depois, já estava na hora disso acontecer. Certo, Richard!?
- O Ajira: Mesmo com pedações de fitas adesivas, o Ajira conseguiu voar graças ao maior piloto "ever", Frank Lapidus. Junto com ele, Miles, Alpert, Kate, Claire e Sawyer conseguiram sair da Ilha e morrer em um futuro distante. Podemos pensar que Claire ficou com Aaron, Kate e Sawyer ficaram juntos e que Alpert envelheceu e ficou cheio de cabelos brancos...
- Hurley, o Guardião. Ben, o número 2: Hurley assumiu a proteção da Ilha em um dos grandes momentos do episódio para mim. Eu achei sensacional a Ilha ficar nas mãos daquele que sempre foi o personagem mais puro e sincero de todos. E ainda conquistou Ben como seu número 2. Isso me fez lembrar de quando Ben e Hurley ficaram esperando Locke fora da cabana na temporada passada e Hurley dividiu seu chocolate com Ben... Que dupla!
- Aqui começou, aqui terminou. Achei sensacional terminarmos a série com os olhos de Jack se fechando. Embarcamos nessa viagem quando ele acordou em um lugar estranho e sem saber ao certo o que tinha acontecido. No final, ao fechar os olhos, sabemos que a Ilha continua e sua história ainda seguirá por muito tempo...
- A Ilha submersa: Aqui uma opinião sobre esse ponto que foi a única observação que faço sobre algo que gostaria muito de ter visto. Mas eu diria que vimos em parte. Já que quando Desmond acabou com a "Luz", vimos a Ilha começar a se "desmontar", com montes e penhascos caindo. Por um momento acreditei que veríamos a cena do início da temporada. Só que depois de pensar um pouco, cheguei a conclusão que a Ilha submersa nos Sideways era só uma metáfora, uma simbologia para o fato de ter sido uma fase já superada pelos losties. O que tinha acontecido lá, já não fazia mais parte do momento em que os losties estavam.
- Rose e Bernard: Os dois resolveram não se envolver e assim seguiram vivos na Ilha. E lá ficaram, agora sob proteção de Hurley e Ben...
- Vincent! Quando ficamos perguntando onde estava esse cachorro, já podíamos imaginar que os produtores o colocariam em algum momento marcante da série. E como foi marcante! Se ele foi o segundo personagem que vimos na série, aparecendo no bambuzal com Jack, agora ele se deita e fica com Jack em seus segundos finais. Vincent derrubou o ditado de Jack sobre "viver juntos, morrer sozinhos", pois estava lá ao lado do médico... Juro que essa cena me emociona!"
"Detalhes de 617/618 - "The End" - Series Finale
Esse é, provavelmente, o último texto com uma análise sobre um episódio de LOST. Me sinto feliz de ter chegado aqui com vocês. Desse blog ter dado certo e ter agradado tanta gente que sempre nos visitou. Foi muito bom esse tempo em que passamos juntos e discutimos LOST. Por alguns momentos queria prorrogar mais a liberação desse post...
Como já disse nos textos anteriores, achei o Final de LOST excelente. Achei épico! Muita gente não gostou, muitas outras tiveram a mesma sensação que tive. LOST ficará viva para sempre, enquanto não soubermos que a Ilha afundou...
Nos detalhes abaixo, tentei pegar os principais pontos do episódio e mais algumas coisas que achei importante relembrar de temporadas passadas para ficar mais clara a visão que tivemos do episódio.
Espero que gostem dos detalhes e que participem nos comentários deixando alguma coisa que vocês tenham percebido.
- "Tudo foi real!" As frases de Christian Shephard para Jack nos Sideways, nos mostrou que eles não morreram quando o Oceanic 815 caiu, tão pouco quando Juliet explodiu a Jughead. Christian deixa isso claro quando diz à Jack que "Tudo que já aconteceu com você é real. [...] Todos morrem um dia, filho. Alguns deles antes de você, alguns muito depois.". Acho que essa conversa esclarece o assunto, mas acredite naquilo que você acha melhor. O importante é que tenha tido uma grande experiência nos últimos 6 anos...
- Sideways: Primeiro temos que encarar os Sideways como uma resposta, não como o Final de LOST. Foi a conclusão do mistério criado na 6ª temporada e que nos confundiu até o final, nos fazendo pensar que era uma "realidade alternativa", quando na verdade os losties estavam mortos!
O que a série nos quis nos mostrar é que, de alguma forma, todos nós estamos ligados a algumas pessoas durante nossa vida. Ligados as pessoas presentes na "parte mais importante" de nossas vidas. Essa idéia tem muito do Hinduísmo e é misturado com várias outras idéias de outras religiões, que é exatamente o que vemos na sala onde Christian explica para Jack o que está acontecendo. Nas paredes, o vitral, tudo tem referência a várias religiões. Tivemos uma referência sobre isso no Templo, com as imagens nas paredes externas.
- "Let go!": Uma das expressões-chave desse final foi "let go", que pode ser traduzido de diferentes maneiras para o Português, de acordo com o contexto. As legendas optaram por "esquecer". No entanto, eu usaria "desapegar", que inclusive é um termo recorrente da doutrina espírita, à qual LOST fez uma clara alusão. De qualquer maneira, a mesma expressão foi usada logo nas primeiras cenas da temporada, no diálogo entre Jack e Rose dentro do avião. Depois de passarem pela turbulência, Rose diz a um assustado Jack: "It's OK, You can let go", referindo-se ao braço da poltrona. As legendas traduziram como "soltar/largar" - algo bem mais próximo de "desapegar" do que de "esquecer", não é? Mas o importante é que foi a mesma expressão. E claro, Jack a usa também ao tentar convencer Locke a se deixar operar, no "sideways". Tenho a impressão que isso já era uma dica, muito sutil.
Outra referência que me chamou a atenção foi no episódio "The Package" em que Jack conversa com Sun, prometendo-lhe que iria tirá-la da ilha. Na horta que Sun havia plantado 3 anos antes todas as plantas estavam mortas, porém Jack encontra um tomate vivo e diz o seguinte: "Encontrei um tomate teimoso. Ninguém o avisou que ele deveria morrer". Adivinha quem era o tomate teimoso da história, que relutou até o último instante em aceitar que já tinha morrido? Pois é, Jack Shephard.
- Eloise Hawking: Quando Eloise, nos Sideways, que alguém mudou a forma como Desmond vê as coisas e o manda parar, fica agora muito fácil de entender. Ms. Hawking já sabia o que significava aquele lugar, mas não queria ir embora. Ficar com seu filho era o que queria, para tentar compensar o fato de ter matado Daniel na Ilha. Essa mesma hipótese poderia inclusive explicar porque em "Flashes Before Your Eyes", episódio da terceira temporada, Eloise demonstra saber o que deveria acontecer no futuro. Aquilo seria um contato de Desmond com o além-vida e com uma Sra. Hawkings já consciente de tudo o que se passou.
- Os reencontros: Como já tínhamos pensado aqui no blog, os flashes que os personagens tinham nos Sideways eram motivados por alguma emoção ou conexão com uma pessoa ou momento importante que os losties viveram. O que fez dos reencontros deles, um grande flashback e uma homenagem aos fãs que puderam relembrar também momentos marcantes da série.
- A explosão da Jughead: Quando Juliet explodiu a Jughead, pensamos que esse momento havia criado a "realidade paralela". Mas não, apenas realocou os losties no espaço-tempo. Faraday tinha falado que os losties "não pertenciam" àquele lugar, àquele tempo. A morte de Juliet e suas últimas palavras "Funcionou", faziam menção ao fato de que eles realmente conseguiram ter paz - seja lá onde for - e também antecipavam o diálogo que ela teve com Sawyer no reencontro pós vida.
- O Monstro: Repararam que a fonte de luz faz uns sons parecidos com o da fumaça negra? E também que aquela espécie de "flash" emitida pelo monstro - vimos na 3ª temporada, quando Kate e Juliet estavam algemadas e se esconderam dele (episódio "Left Behind") - muito se assemelha à luz da caverna? Acho que isso, unido ao fato de que ao "apagar a luz" o MiB perdeu seus poderes, comprova que ele era feito da energia da própria ilha - um misto do espírito do homem que morreu e da energia natural do lugar. Ele era PARTE da própria ilha - uma hipótese para ele não poder sair de lá.
- O Coração da Ilha: Vimos a origem da "Luz" na Ilha, o "Coração da Ilha", quando Desmond desceu na caverna para fazer alguma coisa, para cumprir sua função. Ali vimos o motivo pelo qual Jacob disse para Widmore levar Desmond de volta para a Ilha. Pelas características de energia do local, Desmond seria o único capaz de se aproximar da fonte e transformar a Ilha em um lugar comum, sem características especiais. A origem da energia, da "Luz", tem muito de mitologia. Algo que surgiu com há muito tempo. Não imagino, ainda, como um vulcão pode gerar um campo magnético, mas o esfriamento das lavas e algumas condições do local podem ter causado esse fenômeno.
- A Pedra Fundamental e os Poderes da Ilha: Deixada em seu lugar, no Coração da Ilha, a "Pedra Fundamental" fazia parte dos elementos que dava à Ilha suas características especiais. Sem ela, o MiB perdia sua "imortalidade" e se tornava novamente humana de uma certa maneira. Era isso que ele queria de volta também, não era? Mas foi isso também que o matou... Detalhe interessante é que a "Pedra" tem algumas inscrições, que são bem antigas, com certeza. Provavelmente bem mais antigas que Jacob...
- Os esqueletos no "Coração da Ilha": Quando vimos Desmond entrando na caverna, vários esqueletos estavam jogados nos cantos. Claro que vi por aí algumas pessoas querendo saber quem eram aqueles que morreram na caverna. Sério mesmo!? Mas vimos que as pessoas já buscavam descobrir o que era a "Luz" mas não tinham o que era necessário para conseguir. Interessante também pensar que aqueles esqueletos nos mostram que a "mãe louca" de Jacob não era a única a viver na Ilha. Aqueles mortos podem muito ter feito parte do grupo dela e ela seria a única que nunca tentou entrar e descobrir, já que ninguém nunca voltava. Mas também podem ser corpos de moradores anteriores a ela. Quem sabe, não foram os construtores do Templo ou da estátua...
- Respeito com John Locke: Muito legal ver Jack defendendo a memória de Locke, quando o MiB começa a comentar sobre os "velhos tempos". Teve que ficar quieto quando ouviu de Jack que ele não era Locke e que respeitasse a memória dele...
- O pescoço de Jack: Aquela ferida que alimentou várias teorias foi explicada. Era uma marca feita por "Locke" (luta que você no detalhe seguinte!)...
- Jack Vs Locke: Um pouquinho de humor é sempre bem vindo, né? (Veja mais no Porra LOST! Parabéns e valeu, Catupiry!)
- Os cabelos brancos de Alpert: Nunca alguém ficou tão feliz ao ter seu primeiro fio de cabelo branco. Mas justo, não? Afinal, mais de 140 anos depois, já estava na hora disso acontecer. Certo, Richard!?
- O Ajira: Mesmo com pedações de fitas adesivas, o Ajira conseguiu voar graças ao maior piloto "ever", Frank Lapidus. Junto com ele, Miles, Alpert, Kate, Claire e Sawyer conseguiram sair da Ilha e morrer em um futuro distante. Podemos pensar que Claire ficou com Aaron, Kate e Sawyer ficaram juntos e que Alpert envelheceu e ficou cheio de cabelos brancos...
- Hurley, o Guardião. Ben, o número 2: Hurley assumiu a proteção da Ilha em um dos grandes momentos do episódio para mim. Eu achei sensacional a Ilha ficar nas mãos daquele que sempre foi o personagem mais puro e sincero de todos. E ainda conquistou Ben como seu número 2. Isso me fez lembrar de quando Ben e Hurley ficaram esperando Locke fora da cabana na temporada passada e Hurley dividiu seu chocolate com Ben... Que dupla!
- Aqui começou, aqui terminou. Achei sensacional terminarmos a série com os olhos de Jack se fechando. Embarcamos nessa viagem quando ele acordou em um lugar estranho e sem saber ao certo o que tinha acontecido. No final, ao fechar os olhos, sabemos que a Ilha continua e sua história ainda seguirá por muito tempo...
- A Ilha submersa: Aqui uma opinião sobre esse ponto que foi a única observação que faço sobre algo que gostaria muito de ter visto. Mas eu diria que vimos em parte. Já que quando Desmond acabou com a "Luz", vimos a Ilha começar a se "desmontar", com montes e penhascos caindo. Por um momento acreditei que veríamos a cena do início da temporada. Só que depois de pensar um pouco, cheguei a conclusão que a Ilha submersa nos Sideways era só uma metáfora, uma simbologia para o fato de ter sido uma fase já superada pelos losties. O que tinha acontecido lá, já não fazia mais parte do momento em que os losties estavam.
- Rose e Bernard: Os dois resolveram não se envolver e assim seguiram vivos na Ilha. E lá ficaram, agora sob proteção de Hurley e Ben...
- Vincent! Quando ficamos perguntando onde estava esse cachorro, já podíamos imaginar que os produtores o colocariam em algum momento marcante da série. E como foi marcante! Se ele foi o segundo personagem que vimos na série, aparecendo no bambuzal com Jack, agora ele se deita e fica com Jack em seus segundos finais. Vincent derrubou o ditado de Jack sobre "viver juntos, morrer sozinhos", pois estava lá ao lado do médico... Juro que essa cena me emociona!"
Lost 88 - Em busca da redenção
(com spoilers)
O episódio final de Lost é emocionante. Não traz muitas respostas, mas nos faz acompanhar o reencontro emocionante de vários personagens marcantes da série. Um dos momentos mais marcantes, para mim, foi o nascimento de Aaron e o reencontro de Sawyer e Juliet. Não sei explicar porquê.
The End, o capítulo final, nos diz que há sempre tempo de demonstrarmos o que sentimos para quem amamos. Assim fez Jack quando se despediu de Kate na ilha e, também, quando reencontra seu pai no purgatório. Pode ter sido uma saída simplista dos roteiristas de amarrarem a história assim: com o reencontro de todos os que se conheceram na ilha após a morte.
Não posso deixar de dizer que senti falta de Mr. Eko, de Michael e do filho. Gostei do final, com Jack fechando o olho, onde o abriu pela primeira vez, após a queda do avião no primeiro episódio da série.
Vou sentir falta desses personagens que me acompanharam nos últimos quatro anos (eu comecei a primeira temporada em março de 2006).
Hoje se passaram tantas coisas boas, que, no fim, Lost sempre será lembrada com uma série que acompanhou uma etapa tão importante da minha vida. Pois há quatro anos eu estava começando um namoro, que se tornaria um casamento. O recomeço, ao lado de alguém que amo e com quem sempre vou querer estar, o recomeço de uma vida profissional e também um novo ciclo como mãe, mesmo ainda sem filhos, mas sentindo um amor enorme por Matheus e por Brenda, que me ensina a cada dia como cuidar de um outro ser. Afinal, os nossos bichos de estimação estão ali quando a gente menos espera. Vincent que o diga, ficou ao lado de Jack, enquanto ele estava morrendo.
Bom, esse post talvez seja difícil de entender, aliás, igual à série, porque estou escrevendo assim, em um daqueles momentos de reflexão sobre a vida. Quando a arte não imita a vida, mas permite que deixemos aflorar sentimentos verdadeiros, ao chorarmos vendo imagens emocionantes, também paramos para pensar na nossa jornada como um filme: onde erramos, que caminho escolhemos, a que grupo nos aliamos. No fim, o que se descobre é que o que realmente vale é compartilhar a vida com as pessoas que passam por ela e, por algum motivo, tornam-se importantes nessa trajetória. Juntos, não nos sentiremos mais sozinhos, tampouco perdidos. O nosso caminho nesta ou em outra vida só se constrói ao lado de quem amamos.
O episódio final de Lost é emocionante. Não traz muitas respostas, mas nos faz acompanhar o reencontro emocionante de vários personagens marcantes da série. Um dos momentos mais marcantes, para mim, foi o nascimento de Aaron e o reencontro de Sawyer e Juliet. Não sei explicar porquê.
The End, o capítulo final, nos diz que há sempre tempo de demonstrarmos o que sentimos para quem amamos. Assim fez Jack quando se despediu de Kate na ilha e, também, quando reencontra seu pai no purgatório. Pode ter sido uma saída simplista dos roteiristas de amarrarem a história assim: com o reencontro de todos os que se conheceram na ilha após a morte.
Não posso deixar de dizer que senti falta de Mr. Eko, de Michael e do filho. Gostei do final, com Jack fechando o olho, onde o abriu pela primeira vez, após a queda do avião no primeiro episódio da série.
Vou sentir falta desses personagens que me acompanharam nos últimos quatro anos (eu comecei a primeira temporada em março de 2006).
Hoje se passaram tantas coisas boas, que, no fim, Lost sempre será lembrada com uma série que acompanhou uma etapa tão importante da minha vida. Pois há quatro anos eu estava começando um namoro, que se tornaria um casamento. O recomeço, ao lado de alguém que amo e com quem sempre vou querer estar, o recomeço de uma vida profissional e também um novo ciclo como mãe, mesmo ainda sem filhos, mas sentindo um amor enorme por Matheus e por Brenda, que me ensina a cada dia como cuidar de um outro ser. Afinal, os nossos bichos de estimação estão ali quando a gente menos espera. Vincent que o diga, ficou ao lado de Jack, enquanto ele estava morrendo.
Bom, esse post talvez seja difícil de entender, aliás, igual à série, porque estou escrevendo assim, em um daqueles momentos de reflexão sobre a vida. Quando a arte não imita a vida, mas permite que deixemos aflorar sentimentos verdadeiros, ao chorarmos vendo imagens emocionantes, também paramos para pensar na nossa jornada como um filme: onde erramos, que caminho escolhemos, a que grupo nos aliamos. No fim, o que se descobre é que o que realmente vale é compartilhar a vida com as pessoas que passam por ela e, por algum motivo, tornam-se importantes nessa trajetória. Juntos, não nos sentiremos mais sozinhos, tampouco perdidos. O nosso caminho nesta ou em outra vida só se constrói ao lado de quem amamos.
domingo, maio 23, 2010
Lost 87
Há uma cena do episódio "The candidate" (capítulo 14X6) que é uma referência a Titanic. Tenho certeza. É emocionante, mas não tive vontade de chorar, porque fiquei com raiva pelo que aconteceu com os personagens envolvidos. Espero uma reviravolta...
quarta-feira, maio 19, 2010
Lost 86 - a linha do tempo
O site G1 vai colocar tudo no seu devido tempo para a série Lost. A partir de hoje será publicada uma linha do tempo colocando na época certa flashforwards, flashbacks e presente. Quem quiser acessar a página é só clicar em Linha do Tempo em Lost
Cinco horas de Lost
Acabei de ler uma notícia no blog Querido Leitor que me deixou surpresa. O último episódio de Lost, na semana que vem, terá cinco horas de duração. É claro que vai rolar intervalos e que estes, prometem ser os horários comerciais mais caros da história. Imagino...
Já estou contando as horas para ver os capítulos atrasados. Vi até o nº 13 da sexta temporada e torço logo para conhecer o fim desta maravilhosa, intrigante e inteligente saga.
Já estou contando as horas para ver os capítulos atrasados. Vi até o nº 13 da sexta temporada e torço logo para conhecer o fim desta maravilhosa, intrigante e inteligente saga.
quarta-feira, maio 12, 2010
Alice brasileira vai parar no cinema
A série Alice, da HBO, vai virar dois filmes. A menina do Tocantins, que passa poucas e boas em São Paulo após a morte do pai , voltará a ser vista pelo público. Alice, com a protagonista vivida pela atriz Andrea Horta, foi uma série bem interessante que passou aos domingos no canal fechado. Eu e marido tivemos o prazer de ver e agora poderemos revê-la na telona.
terça-feira, abril 27, 2010
Lost 85 (mais perguntas e respostas)
Ando lendo blogs que tratam de Lost e seus mistérios. Aliás, há críticas a favor e contra uma matéria que a Folha de S. Paulo publicou. Realmente, a matéria tem alguma pertinência em dizer que muita gente está cansada de esperar pela resolução dos mistérios. Entretanto, está desatualizada no que diz respeito a algumas perguntas, que já tiveram respostas. Vamos então colocar aqui mais resoluções (conforme LostBrasil, retirado do Dude).
O que são os números 4, 8, 15, 16, 23 e 42?
Inicialmente apenas uma marca referencial da série (vide suas diversas aparições), a sequência teve seu papel revelado na 6ª temporada (episódio. 6x04 The Substitute) quando ressurge como a representação dos candidatos de Jacob ( 4 – Locke, 8 – Reyes, 15 – Ford, 16 – Jarrah, 23 – Shephard, 42 – Kwon). O que mais precisa ser dito sobre eles que poderia fazer diferença na trama?
O que criou a realidade alternativa?
Impossível responder algo que não existe na série, já que produtores e roteiristas cansaram de repetir que o recurso narrativo explorado na 6ª temporada trata-se de uma realida paralela e não alternativa.
O que está à sombra da estátua?
Absolutamente nada. É tão difícil assim entender que a pergunta tratava-se de uma senha que servia para identificar aliados de Jacob como uma cena do episódio. 6x01/02 LA X já deixava bem claro?
Por que as grávidas morrem na ilha?
Mais óbvio que em decorrência de complicações na gestação impossível. (EU NÃO CONCORDO COM ESSA RESPOSTA. ACHO QUE AINDA PRECISA DE UMA EXPLICAÇÃO MELHOR)
Por que os Outros falam latim?
Imagine que você faça parte de um grupo cercado de segredos e regras. Como não entregá-los a supostos intrusos/curiosos? Usar uma língua morta e desconhecida pela maioria seria uma solução bem racional, não? Pois é.
Por que há símbolos egípcios na ilha?
Para evidenciar o óbvio: a história daquele lugar é tão antiga quanto à dos construtores das pirâmides.
O que quer dizer “a ilha não terminou com você”?
Er... que você talvez ainda tenha um papel a desempenhar na trama?
Por que o exército levou uma bomba atômica para a ilha nos anos 50?
Fazer testes, para o que mais?
O que aconteceu depois que Juliet fez a bomba explodir?
Que tal efetivamente começar a assistir a 6ª temporada em vez de catar perguntas no google?
Em que tempo as pessoas na ilha estão?
Em 2007, mesmo período em que aqueles (como Ben, Sun e Lapidus) que voltaram à ilha no Ajira 316 e não viajaram no tempo já estavam. Qual a dificuldade em concluir isso?
O que são os números 4, 8, 15, 16, 23 e 42?
Inicialmente apenas uma marca referencial da série (vide suas diversas aparições), a sequência teve seu papel revelado na 6ª temporada (episódio. 6x04 The Substitute) quando ressurge como a representação dos candidatos de Jacob ( 4 – Locke, 8 – Reyes, 15 – Ford, 16 – Jarrah, 23 – Shephard, 42 – Kwon). O que mais precisa ser dito sobre eles que poderia fazer diferença na trama?
O que criou a realidade alternativa?
Impossível responder algo que não existe na série, já que produtores e roteiristas cansaram de repetir que o recurso narrativo explorado na 6ª temporada trata-se de uma realida paralela e não alternativa.
O que está à sombra da estátua?
Absolutamente nada. É tão difícil assim entender que a pergunta tratava-se de uma senha que servia para identificar aliados de Jacob como uma cena do episódio. 6x01/02 LA X já deixava bem claro?
Por que as grávidas morrem na ilha?
Mais óbvio que em decorrência de complicações na gestação impossível. (EU NÃO CONCORDO COM ESSA RESPOSTA. ACHO QUE AINDA PRECISA DE UMA EXPLICAÇÃO MELHOR)
Por que os Outros falam latim?
Imagine que você faça parte de um grupo cercado de segredos e regras. Como não entregá-los a supostos intrusos/curiosos? Usar uma língua morta e desconhecida pela maioria seria uma solução bem racional, não? Pois é.
Por que há símbolos egípcios na ilha?
Para evidenciar o óbvio: a história daquele lugar é tão antiga quanto à dos construtores das pirâmides.
O que quer dizer “a ilha não terminou com você”?
Er... que você talvez ainda tenha um papel a desempenhar na trama?
Por que o exército levou uma bomba atômica para a ilha nos anos 50?
Fazer testes, para o que mais?
O que aconteceu depois que Juliet fez a bomba explodir?
Que tal efetivamente começar a assistir a 6ª temporada em vez de catar perguntas no google?
Em que tempo as pessoas na ilha estão?
Em 2007, mesmo período em que aqueles (como Ben, Sun e Lapidus) que voltaram à ilha no Ajira 316 e não viajaram no tempo já estavam. Qual a dificuldade em concluir isso?
segunda-feira, abril 26, 2010
Lost 84 (os candidatos)
O blog Teorias Lost fez uma tabela com todos os nomes de candidatos ao posto de Jacob que aparecem na caverna e no farol. Achei interessante. Dê uma olhada em Os candidatos e algumas questões interessantes:
O que faz de alguém um candidato?
Como é determinada a eliminação de um candidato?
Por que Jacob precisa de um substituto?
Por que a Kate é numero 51 e nenhum numero especial?
Por que Ilana diz que ainda existem ainda seis, se sete não estão riscados e Locke foi riscado depois que ela chegou na ilha?
Quem é Wallace? Número 108 (a soma de todos os números misteriosos)
O que faz de alguém um candidato?
Como é determinada a eliminação de um candidato?
Por que Jacob precisa de um substituto?
Por que a Kate é numero 51 e nenhum numero especial?
Por que Ilana diz que ainda existem ainda seis, se sete não estão riscados e Locke foi riscado depois que ela chegou na ilha?
Quem é Wallace? Número 108 (a soma de todos os números misteriosos)
Lost 83 (com spoilers)
Em alguns posts atrás coloquei algumas questões que precisavam ser respondidas em Lost. No decorrer da sexta temporada já dá para saber algumas coisas. Eis as questões colocadas e algumas respostas:
Algumas questões são contribuições do leitor do blog Lost in Lost, Filipe dos Santos Côrrea (está aí o crédito). Vamos lá
- Como Claire sumiu?
Foi levada pelo Monstro de Fumaça
- Construção e destruição da estátua egípcia?
A destruição foi causada pelo Black Rock, que ao chegar na Ilha, bateu na estátua.
- O que é o monstro de fumaça e por que ele mata?
Ele é o antagonista de Jacob, mas ainda não temos mais detalhes.
- Quem são Os Hostis?
É o povo que seguia Jacob, não se sabe porquê
- Como o Black Rock foi parar na ilha? Alguém que está lá era do navio?
Durante uma tempestade, o navio que levava prisioneiros transformados em escravos da Espanha para os Estados Unidos. Richard Alpert estava no navio. Na verdade, Jacob levou o navio até a ilha, assim como fez com o avião da Oceanic.
- Quem é Richard Alpert e por que ele é tão importante? (concordo que deveria ter um flashback só dele)
Ele é Ricardo, um espanhol que foi preso após matar acidentalmente o médico que se recusou a salvar sua mulher. Ricardo conseguiu vida eterna ao prometer aliança a Jacob.
- Por que existem dois Lockes? E como?
O Locke verdadeiro está morto. Quem assumiu a forma dele foi o Monstro de Fumaça/Homem de Preto, que é o rival de Jacob.
Mistérios ainda não revelados:
- Quem são Jacob e Man in Black? Como chegaram na ilha?
- Por que a ilha tem tantas referências egípcias?
- Os sussuros na floresta são de quem? E qual a importância deles?
- A explicação dos números do Hurley (nem todos viram um vídeo explicativo)
- Porque Aaron e Walt são tão especiais?
- Por que a ligação de Libby com Desmond e Hurley?
- Quem são Adão e Eva encontrados na caverna por Jack na primeira temporada?
- Por que as grávidas morrem na ilha?
Algumas questões são contribuições do leitor do blog Lost in Lost, Filipe dos Santos Côrrea (está aí o crédito). Vamos lá
- Como Claire sumiu?
Foi levada pelo Monstro de Fumaça
- Construção e destruição da estátua egípcia?
A destruição foi causada pelo Black Rock, que ao chegar na Ilha, bateu na estátua.
- O que é o monstro de fumaça e por que ele mata?
Ele é o antagonista de Jacob, mas ainda não temos mais detalhes.
- Quem são Os Hostis?
É o povo que seguia Jacob, não se sabe porquê
- Como o Black Rock foi parar na ilha? Alguém que está lá era do navio?
Durante uma tempestade, o navio que levava prisioneiros transformados em escravos da Espanha para os Estados Unidos. Richard Alpert estava no navio. Na verdade, Jacob levou o navio até a ilha, assim como fez com o avião da Oceanic.
- Quem é Richard Alpert e por que ele é tão importante? (concordo que deveria ter um flashback só dele)
Ele é Ricardo, um espanhol que foi preso após matar acidentalmente o médico que se recusou a salvar sua mulher. Ricardo conseguiu vida eterna ao prometer aliança a Jacob.
- Por que existem dois Lockes? E como?
O Locke verdadeiro está morto. Quem assumiu a forma dele foi o Monstro de Fumaça/Homem de Preto, que é o rival de Jacob.
Mistérios ainda não revelados:
- Quem são Jacob e Man in Black? Como chegaram na ilha?
- Por que a ilha tem tantas referências egípcias?
- Os sussuros na floresta são de quem? E qual a importância deles?
- A explicação dos números do Hurley (nem todos viram um vídeo explicativo)
- Porque Aaron e Walt são tão especiais?
- Por que a ligação de Libby com Desmond e Hurley?
- Quem são Adão e Eva encontrados na caverna por Jack na primeira temporada?
- Por que as grávidas morrem na ilha?
Lost 82 (Ab aeterno)
2Não poderia deixar de comentar o quanto é maravilhoso o episódio 9 da sexta temporada de Lost. "Ab aeterno" traz muitas explicações interessantes, mas como bem disse o blog Papo Série do O Globo, o mais fascinante é a narração de personagens. Richard Alpert merecia um episódio para chamar de seu e conseguiu demonstrar força, coragem, amor e resignação ao mesmo tempo. Lindo!
Veja o comentário do Papo Série:
"E, finalmente, 'Lost' chega à metade de sua última temporada. Penso que, agora, já é possível fazer uma avaliação mais consistente sobre o que aconteceu nestes primeiros nove capítulos do sexto ano. Mais especificamente, sobre como este magnífico episódio se encaixa dentro desta fantástica - literalmente - jornada. 'Ab Aeterno' ficará marcado, e entrará para a história, como um dos melhores episódios de 'Lost' de todos os tempos. Se você não viu e prefere não saber detalhes, sugiro que pare de ler. E, sob hipótese alguma, assista aos vídeos abaixo.
Particularmente, adoro quando os autores deixam um pouco de lado a trama de seus principais protagonistas - "os seis da Oceanic" ou "os candidatos" - e investem num recorte dramático de um personagem, não menos importante, mas que não se encaixe nas categorias acima. Como já foi feito anteriormente com Desmond no também excelente 'The constant', considerado o melhor episódio de todos por muitos fãs.
Posto isso, muita, mas muita coisa mesmo foi dita neste 'Ab Aeterno' (609), capítulo centrado no enigmático e carismático Richard Alpert, cujo flashback talvez tenha sido o de maior duração em toda a série. De minha parte, tudo o que posso dizer é que foi com muita alegria e satisfação que fiquei sabendo por quê e como o Black Rock parou na ilha (mais precisamente, no meio da floresta); como Richard foi parar no navio; como a estátua foi destruída; por quê Alpert não envelhece; qual sua relação com as correntes; e, simplesmente, o quê é a ilha.
Entretanto, por mais que as respostas estejam sendo dadas, elas são, de longe, o que menos me interessa. Isso porque os autores conseguiram responder várias questões levantadas durante esses seis anos sempre em função da trama, fazendo-a avançar constantemente. Isto quer dizer que, às vezes, questões importantes são respondidas, praticamente, en passant. E aí, você, espectador, se conscientiza de que aquilo não é o mais importante. O mais importante - como os produtores sempre afirmaram - é a história de vida dos personagens e como eles interagem naquele ambiente estranho.
É interessante notar também que, com o capítulo de ontem, 'Lost' abraçou, definitivamente, na minha opinião, seu estilo Stephen King, reconhecida inspiração e paixão dos autores da série. Estrutura narrativa (dimensões paralelas e saltos no tempo) e personagens de 'Lost' poderiam muito bem "habitar" alguns livros de King; mais notadamente, suas obras fantásticas, como a série "A torre negra" e "O talismã", cujo protagonista se chama Jack Sawyer!
Além da atmosfera impregnada de suspense, é comum nos livros mais longos de King que a história leve um certo tempo para "engrenar". Como se, num livro de mil páginas, as coisas começassem a esquentar lá pela página 300. Entretanto, estas primeiras trezentas páginas estão longe de serem dispensáveis. Muito pelo contrário. Mal comparando, é o que vem acontecendo com esta última temporada de 'Lost', já tendo ocorrido algo semelhante em temporadas passadas.
Após alguns episódios causarem desconfiança em milhares de espectadores - que, somente agora, passam a começar a enxergar a realidade paralela (os flash sideways) com outros olhos -, a mais original série de TV de todos os tempos ofereceu uma sequência de três capítulos, a meu ver, históricos. De 'Dr. Linus', passando por 'Recon' até este soberbo 'Ab Aeterno', os produtores mostraram a todos os seus detratores o seguinte: 'vocês esqueceram com quem vocês estão falando? Por acaso esqueceram o que já fizemos?'
Como não dão ponto sem nó, os autores inclusive se divertem brincando com especulações - algumas estapafúrdias - sobre o que seria a ilha e o que teria acontecido com os passageiros do Oceanic 815. O início do 609, com a declaração de Alpert - 'estamos todos mortos; isto não é uma ilha, é o inferno' -, é, simplesmente, genial. Aliás, como toda a discussão teológica gerada pelos questionamentos acerca da figura do diabo.
As conversas entre Richard/Ricardus, Jacob e o "Homem de Preto" também são um marco. E deixam as perguntas para o público: afinal, quem está manipulando quem? Quem está dizendo a verdade e quem está mentindo? E, mais importante, com a ilha submersa na realidade paralela, o "mal" se espalhou ou simplesmente desapareceu? Seria este o primeiro ponto de esclarecimento de como as duas realidades irão se cruzar?
Veja o comentário do Papo Série:
"E, finalmente, 'Lost' chega à metade de sua última temporada. Penso que, agora, já é possível fazer uma avaliação mais consistente sobre o que aconteceu nestes primeiros nove capítulos do sexto ano. Mais especificamente, sobre como este magnífico episódio se encaixa dentro desta fantástica - literalmente - jornada. 'Ab Aeterno' ficará marcado, e entrará para a história, como um dos melhores episódios de 'Lost' de todos os tempos. Se você não viu e prefere não saber detalhes, sugiro que pare de ler. E, sob hipótese alguma, assista aos vídeos abaixo.
Particularmente, adoro quando os autores deixam um pouco de lado a trama de seus principais protagonistas - "os seis da Oceanic" ou "os candidatos" - e investem num recorte dramático de um personagem, não menos importante, mas que não se encaixe nas categorias acima. Como já foi feito anteriormente com Desmond no também excelente 'The constant', considerado o melhor episódio de todos por muitos fãs.
Posto isso, muita, mas muita coisa mesmo foi dita neste 'Ab Aeterno' (609), capítulo centrado no enigmático e carismático Richard Alpert, cujo flashback talvez tenha sido o de maior duração em toda a série. De minha parte, tudo o que posso dizer é que foi com muita alegria e satisfação que fiquei sabendo por quê e como o Black Rock parou na ilha (mais precisamente, no meio da floresta); como Richard foi parar no navio; como a estátua foi destruída; por quê Alpert não envelhece; qual sua relação com as correntes; e, simplesmente, o quê é a ilha.
Entretanto, por mais que as respostas estejam sendo dadas, elas são, de longe, o que menos me interessa. Isso porque os autores conseguiram responder várias questões levantadas durante esses seis anos sempre em função da trama, fazendo-a avançar constantemente. Isto quer dizer que, às vezes, questões importantes são respondidas, praticamente, en passant. E aí, você, espectador, se conscientiza de que aquilo não é o mais importante. O mais importante - como os produtores sempre afirmaram - é a história de vida dos personagens e como eles interagem naquele ambiente estranho.
É interessante notar também que, com o capítulo de ontem, 'Lost' abraçou, definitivamente, na minha opinião, seu estilo Stephen King, reconhecida inspiração e paixão dos autores da série. Estrutura narrativa (dimensões paralelas e saltos no tempo) e personagens de 'Lost' poderiam muito bem "habitar" alguns livros de King; mais notadamente, suas obras fantásticas, como a série "A torre negra" e "O talismã", cujo protagonista se chama Jack Sawyer!
Além da atmosfera impregnada de suspense, é comum nos livros mais longos de King que a história leve um certo tempo para "engrenar". Como se, num livro de mil páginas, as coisas começassem a esquentar lá pela página 300. Entretanto, estas primeiras trezentas páginas estão longe de serem dispensáveis. Muito pelo contrário. Mal comparando, é o que vem acontecendo com esta última temporada de 'Lost', já tendo ocorrido algo semelhante em temporadas passadas.
Após alguns episódios causarem desconfiança em milhares de espectadores - que, somente agora, passam a começar a enxergar a realidade paralela (os flash sideways) com outros olhos -, a mais original série de TV de todos os tempos ofereceu uma sequência de três capítulos, a meu ver, históricos. De 'Dr. Linus', passando por 'Recon' até este soberbo 'Ab Aeterno', os produtores mostraram a todos os seus detratores o seguinte: 'vocês esqueceram com quem vocês estão falando? Por acaso esqueceram o que já fizemos?'
Como não dão ponto sem nó, os autores inclusive se divertem brincando com especulações - algumas estapafúrdias - sobre o que seria a ilha e o que teria acontecido com os passageiros do Oceanic 815. O início do 609, com a declaração de Alpert - 'estamos todos mortos; isto não é uma ilha, é o inferno' -, é, simplesmente, genial. Aliás, como toda a discussão teológica gerada pelos questionamentos acerca da figura do diabo.
As conversas entre Richard/Ricardus, Jacob e o "Homem de Preto" também são um marco. E deixam as perguntas para o público: afinal, quem está manipulando quem? Quem está dizendo a verdade e quem está mentindo? E, mais importante, com a ilha submersa na realidade paralela, o "mal" se espalhou ou simplesmente desapareceu? Seria este o primeiro ponto de esclarecimento de como as duas realidades irão se cruzar?
sexta-feira, abril 16, 2010
Lost 81 (Carma e Redenção)
Gostei muito dos episódios 6 e 7 da última temporada de Lost. Infinitamente melhores que os anteriores. O episódio The sundown é centrado em Sayd e tenta nos mostrar que o iraquiano nao tem escapatória. De alguma forma, a vida o leva a fazer o mal. Ele tenta mil vezes buscar no amor de Nadia a sua redenção, mas acaba sempre sendo arrastado para o seu lado mais cruel. Acho que a série quis falar um pouco de carma, do destino de Sayd. Apesar de achar interessante, não consigo vê-lo como uma pessoa má. Seu olhar cativante e, as vezes, digno de pena, nos faz torcer para que seja feliz para sempre com a mulher amada, se isso e possíivel. Bem, na realidade paralela tudo é possível.
Já o episódio Dr. Linus, centrado na vida de Ben é ainda mais emocionante. Mostra que a vida é feita de escolhas e Ben não quer mais errar. Na realidade paralela, ele mostra que seu amor por Alex pode fazê-lo uma pessoa melhor e, na ilha, demonstra sua fragilidade diante de um futuro incerto. A gente chega a se emocionar com este homem, que ate a quinta temporada dava medo, com aquele olhar de psicopata e um poder de manipulação arrasador.
Agora, vamos combinar, porque as pessoas são candidatas ao posto de guardiães da ilha? O que proteger? Por que alguns na ilha são imortais? E porque esta luta por poder entre Jacob e o Homem de Preto? Quem são eles e como surgiram? Na realidade, Wildmore e Ben não eram os verdadeiros poderosos da série. A disputa é muito maior do que se imagina. Enfim, que a série consiga resolver todos os mistérios e, ao final, fique aquele gostinho de quero mais.
quarta-feira, abril 14, 2010
Esperando sexta-feira
Estou doida para que chegue sexta-feira. Vou me esparramar na cama e ver os espisódios atrasados de Lost.
quarta-feira, março 31, 2010
Lost 80 - impressões sobre a última temporada
A 6ª temporada de Lost, na minha opinião, é a pior de todas. Não gostei da aparição do povo do Templo. É mais gente ainda para confundir. Mas gostei de saber que todos do voo Oceanic e demais personagens são candidatos, provavelmente ao posto de Jacob. Por que mesmo eles devem ser líderes e defender a ilha?
Em relação a Claire, ela virou uma espécie de Rosseau, em busca do filho e totalmente selvagem. Só que ao tudo indica, não está viva. Isso se comprova por seu nome estar riscado na caverna. Aliás, será que a infecção que provocou a morte dos companheiros da francesa é a mesma que atacou Claire e Sayid. Pode ser também que Claire e Sayid passaram pela mesma transformação que Ben, quando foi levado ao grupo dos Outros em criança, após ser baleado pelo próprio Sayid.
E o man in black/ falso Locke/ monstro de fumaça? Por que ele é rival de Jacob? Como os dois chegaram à ilha? E como ele tem o poder de se transformar?
Em relação a Claire, ela virou uma espécie de Rosseau, em busca do filho e totalmente selvagem. Só que ao tudo indica, não está viva. Isso se comprova por seu nome estar riscado na caverna. Aliás, será que a infecção que provocou a morte dos companheiros da francesa é a mesma que atacou Claire e Sayid. Pode ser também que Claire e Sayid passaram pela mesma transformação que Ben, quando foi levado ao grupo dos Outros em criança, após ser baleado pelo próprio Sayid.
E o man in black/ falso Locke/ monstro de fumaça? Por que ele é rival de Jacob? Como os dois chegaram à ilha? E como ele tem o poder de se transformar?
segunda-feira, março 15, 2010
Dexter é surpreendente
Terminei de assistir a primeira temporada do serial killer mais carismático do mundo: Dexter. Enquanto eu imaginava que já sabia tudo o que poderia saber sobre o Assassino do Caminhão de Gelo, o último episódio mostrou que ainda havia surpresas. Gosto de filmes e séries que conseguem surpreender. Maravilhoso!
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
quinta-feira, fevereiro 18, 2010
Pronto, viciei!
A minha mais nova queridinha entre as séries norte-americanas é Dexter. O serial killer é realmente uma figura muito interessante. Não consigo parar de assistir. Estou, por enquanto, no episódio 7 da primeira temporada.
Quanto à última temporada de Lost, estou odiando. É a primeira vez que me desanimo com a série. Vamos ver se há uma reviravolta nos próximos capítulos. A conferir...
Quanto à última temporada de Lost, estou odiando. É a primeira vez que me desanimo com a série. Vamos ver se há uma reviravolta nos próximos capítulos. A conferir...
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
Lost e os livros
Lost tem várias referências literárias. Principalmente, porque Sawyer, quando não está perturbando os outros, está lendo com seus óculos improvisados.
Pois bem, encontrei no site O Livreiro de O Globo um texto escrito pela jornalista Cláudia Croitor, editora do Ego e dona do site Legendado. Vale a pena conferir:
***
"Tá bom, eu confesso. Eu li O terceiro tira só porque o livro de Flann O’Brien apareceu numa cena de uns dois segundos (é, segundos!) em um episódio de Lost. E também lá fui eu providenciar um exemplar de O senhor das moscas só porque o Sawyer estava lendo – e, ok, porque é considerado um dos livros que inspirou a série, esse de um jeito bem mais óbvio.
De James Joyce a Lewis Carroll, de Gilgamesh a Stephen Hawkins, Lost é permeado de referências literárias e um prato cheio para os fãs que tentam descobrir pistas para os mistérios da série nas linhas e entrelinhas dos livros. Ou para quem simplesmente adora ler, como eu. Ou como o Sawyer.
Pelas mãos do personagem passaram boa parte dos livros citados na série, e alguns foram parar na minha estante só por influência do golpista bonitão – ele já apareceu lendo Agatha Christie, irmãos Grimm, John Steinbeck, Adolfo Bioy Casares (seu A invenção de Morel é outro que tem muito em comum com Lost, aliás)…
Sawyer leu até os manuscritos de um autor que morreu no desastre do voo 815 e teve seu livro, digamos, póstumo lançado no mundo real e indo parar na lista dos mais vendidos do New York Times. O livro é Bad Twin, escrito por Gary Troup (na verdade foi escrito por Laurence Shames, autor real, mas não importa).
Gary Troup eu não li, mas foi Lost quem me deu uma vontade enorme de ler Charles Dickens, autor preferido de Desmond, que emprestou um título seu para virar nome de barco (Our mutual friend, o barco de Des e Penny) e até de episódio – A tale of two cities, da terceira temporada.
Dickens não? Que tal Stephen King? No dia em que o voo 815 caiu na ilha, o clube do livro na vila dos Outros estava justamente discutindo Carrie. Ben, aliás, adora o autor. The Dark Tower, dizem, estava na sua mesa de cabeceira quando ele se recuperava da cirurgia feita por Jack. Antes disso, quando ainda estava preso na estação Cisne, fingindo ser Henry Gale, pediu algum livro de King em vez do Os irmãos Karamazov que Locke ofereceu. E uma página do livro de Dostoievski acabou servindo de rascunho para Ben desenhar o mapa até o balão…
Até livro em português a gente viu na ilha (e lá fui eu comprar, mais um). Ardil 22, assim mesmo, traduzido, estava nas coisas de Naomi quando ela chegou à ilha de paraquedas. O episódio em questão se chamou Catch 22, inspirado no título original do livro.
C.S. Lewis, Flannery O’Connor, Philip K. Dick, Henry James, Julio Verne, a lista é enorme. Então já sabe. Para curar a ressaca do fim de Lost, que termina em maio, a gente se interna numa biblioteca. Afinal, vai-se a série, ficam os livros."
Pois bem, encontrei no site O Livreiro de O Globo um texto escrito pela jornalista Cláudia Croitor, editora do Ego e dona do site Legendado. Vale a pena conferir:
***
"Tá bom, eu confesso. Eu li O terceiro tira só porque o livro de Flann O’Brien apareceu numa cena de uns dois segundos (é, segundos!) em um episódio de Lost. E também lá fui eu providenciar um exemplar de O senhor das moscas só porque o Sawyer estava lendo – e, ok, porque é considerado um dos livros que inspirou a série, esse de um jeito bem mais óbvio.
De James Joyce a Lewis Carroll, de Gilgamesh a Stephen Hawkins, Lost é permeado de referências literárias e um prato cheio para os fãs que tentam descobrir pistas para os mistérios da série nas linhas e entrelinhas dos livros. Ou para quem simplesmente adora ler, como eu. Ou como o Sawyer.
Pelas mãos do personagem passaram boa parte dos livros citados na série, e alguns foram parar na minha estante só por influência do golpista bonitão – ele já apareceu lendo Agatha Christie, irmãos Grimm, John Steinbeck, Adolfo Bioy Casares (seu A invenção de Morel é outro que tem muito em comum com Lost, aliás)…
Sawyer leu até os manuscritos de um autor que morreu no desastre do voo 815 e teve seu livro, digamos, póstumo lançado no mundo real e indo parar na lista dos mais vendidos do New York Times. O livro é Bad Twin, escrito por Gary Troup (na verdade foi escrito por Laurence Shames, autor real, mas não importa).
Gary Troup eu não li, mas foi Lost quem me deu uma vontade enorme de ler Charles Dickens, autor preferido de Desmond, que emprestou um título seu para virar nome de barco (Our mutual friend, o barco de Des e Penny) e até de episódio – A tale of two cities, da terceira temporada.
Dickens não? Que tal Stephen King? No dia em que o voo 815 caiu na ilha, o clube do livro na vila dos Outros estava justamente discutindo Carrie. Ben, aliás, adora o autor. The Dark Tower, dizem, estava na sua mesa de cabeceira quando ele se recuperava da cirurgia feita por Jack. Antes disso, quando ainda estava preso na estação Cisne, fingindo ser Henry Gale, pediu algum livro de King em vez do Os irmãos Karamazov que Locke ofereceu. E uma página do livro de Dostoievski acabou servindo de rascunho para Ben desenhar o mapa até o balão…
Até livro em português a gente viu na ilha (e lá fui eu comprar, mais um). Ardil 22, assim mesmo, traduzido, estava nas coisas de Naomi quando ela chegou à ilha de paraquedas. O episódio em questão se chamou Catch 22, inspirado no título original do livro.
C.S. Lewis, Flannery O’Connor, Philip K. Dick, Henry James, Julio Verne, a lista é enorme. Então já sabe. Para curar a ressaca do fim de Lost, que termina em maio, a gente se interna numa biblioteca. Afinal, vai-se a série, ficam os livros."
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