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sexta-feira, novembro 05, 2010

Leite Derramado e o Velho Francisco

Chico Buarque acaba de ganhar o prêmio Jabuti com seu livro "Leite derramado". O texto, único que li do cantor/compositor/escritor foi uma surpresa boa. Adorei saber a história daquele velho que ora conta seu passado, ora delira. No fim das contas, a gente não sabe o que realmente é verdade e o que é imaginação do personagem.
A história se apresenta da mesma forma que a música Velho Francisco. Apesar de serem pessoas diferentes, na música, o negro alforriado lembra seu passado, fantasia vivências e depois cai em si, lembrando que está em uma casa de repouso para idosos. Tanto o livro como a música são de uma sensibilidade e genialidade de que só Chico é capaz.
Para quem não conhece, a música é esta abaixo:

Velho Francisco

Já gozei de boa vida
Tinha até meu bangalô

Cobertor, comida
Roupa lavada
Vida veio e me levou

Fui eu mesmo alforriado
Pela mão do Imperador
Tive terra, arado
Cavalo e brida
 Vida veio e me levou

Hoje é dia de visita
Vem aí meu grande amor
Ela vem toda de brinco
Vem todo domingo
Tem cheiro de flor

Quem me vê, vê nem bagaço
Do que viu quem me enfrentou
Campeão do mundo
Em queda-de-braço
Vida veio e me levou

Li jornal, bula e prefácio
Que aprendi sem professor
Freqüentei palácio
Sem fazer feio
Vida veio e me levou

Hoje é dia de visita
Vem aí meu grande amor
Ela vem toda de brinco
Vem todo domingo
Tem cheiro de flor

Eu gerei dezoito filhas
Me tornei navegador
Vice-rei das ilhas
Da Caraíba
Vida veio e me levou

Fechei negócio da China
Desbravei o interior
Possuí mina
De prata, jazida
Vida veio e me levou

Hoje é dia de visita
Vem aí meu grande amor
 Hoje não deram almoço, né?
Acho que o moço até
Nem me lavou

Acho que fui deputado
Acho que tudo acabou
Quase que Já não me lembro de nada
Vida veio e me levou

quinta-feira, outubro 07, 2010

Nobel de Literatura


Mário Vargas Llosa finalmente ganhou um Prêmio Nobel de Literatura. Na minha opinião, foi um reconhecimento tardio, já que ele vem contribuindo há várias décadas para a qualidade literária latino-americana. O prêmio não foi por uma obra específica, mas por "sua cartografia de estruturas de poder e imagens vigorosas sobre resistência, revolta e derrota individual". Bom, traduzindo: foi pelo conjunto da obra, que apresenta várias discussões sobre o poder na América Latina, principalmente. Até hoje só li "Los jefes", mas pretendo me debruçar sobre algumas obras que já tenho em casa.

sexta-feira, agosto 20, 2010

Rayo de Luna

Acompanho Rick Martin desde os tempos do Menudo. Era um menino muito bonitinho de uns 10 anos, que aparecia ao lado de uns marmanjos cantando "Rayo de Luna". Era uma graça, apesar de, na época, tinha, como todas as meninas, um Menudo preferido e o meu era o Charlie.
Pois bem, Ricky cresceu, saiu do Menudo, foi trabalhar em novelas mexicanas, esteve um tempo no Brasil tentando fazer carreira (como vários ex-integrantes do grupo portoriquenho) e conseguiu, finalmente, alcançar o estrelado. Hoje ele é uma figura de destaque no cenário pop mundial.
Meses depois de assumir a homossexualidade, decisão que deve ter sido bastante difícil para ele, já que aconteceu um pouco tarde, lança uma biografia entitulada Yo. E como adoro biografias, devo comparecer à livraria mais próxima para adquirir o meu livrinho. Não costumo levar fé em biografias de gente muito jovem, porque a vida ainda está em suspenso e muita coisa pode acontecer, mas não custa nada prestigiar o menino, que além de lindo, é carismático e talentoso.

segunda-feira, julho 26, 2010

Cordilheira dos Andes

(foto: Carolina Bessa)

Uma das vistas mais bonitas que já tive de dentro de um avião foi a da Cordilheira dos Andes. Quando viajei ao Chile, me emocionei ao ver aquela cadeia de montanhas geladas. Em Santiago do Chile, é possível vê-las de vários pontos da cidade. Uma beleza! Infelizmente, foi nesta região que houve aquele acidente aéreo em 1972, em que os sobreviventes, jovens jogadores de rúgbi uruguaios, ficaram isolados durante 72 dias, passando frio e fome até serem resgatados. A história pode ser vista no filme Vivos ou lida em livros como O Milagre nos Andes, de Nando Parrardo e A sociedade da neve, de Pablo Vierci

segunda-feira, julho 19, 2010

Hemingway Days Festival

Os fãs do escritor Ernest Hemingway já tem um destino certo. Em Key West, na Flórida, há um encontro anual de sósias do autor de O velho e o mar, no Annual Hemingway Look-Alike Contest. O concurso faz parte do Hemingway Days Festival com seis dias de atividades alusivas ao escritor, incluindo campeonato de pesca do marlim e concurso literário.

Essas atividades têm referência na vida e obra do escritor. Hemingway nasceu em Oak Park, EUA, em 21 de julho de 1899. Foi correspondente de guerra em Madri durante a Guerra Civil Espanhola e ao fim da Segunda Guerra Mundial se instalou em Cuba.
Em 1952 publica O Velho e o Mar, com o qual ganhou o prêmio Pulitzer (1953), considerada a sua obra-prima. Hemingway recebeu o Nobel de Literatura de 1954. De sua experiência na Espanha nasceram O sol também se levanta e Por quem os sinos dobram. Além destes, escreveu Paris é uma festa e Adeus às armas.
Parte da vida do escritor foi contada no filme No amor e na guerra, de Richard Attenborough.

                                           (o escritor Ernest Hemingway trabalhando)

sexta-feira, junho 18, 2010

Melhor comentário de hoje

"Tristes notícias literárias: nunca mais leremos um livro novo de Saramago. Em breve, poderemos ler o livro de Geisy" (Danilo Gentilli, humorista)
Bom, se vocês não sabem, a Geisy a que ele se refere é a tal aluna da Uniban do minivestido rosa. Os jornais informaram que será lançada uma biografia da tal celebridades estantânea. É o fim da feira, não é?

José Saramago, uma personalidade

Morreu José Saramago, aos 87 anos. Era um escritor do mais alto nível, mas também um senhor rabugento. Essa é a imagem que tenho dele, já que primeiro conheci a faceta pessoal, em uma entrevista coletiva. A admiração veio depois, quando mergulhei na leitura de Ensaio sobre a cegueira, Todos os nomes e As intermitências da morte . As histórias contadas sempre de forma reflexiva e extremamente criativas tem uma marca única do escritor, que não usa pontuação em seus textos. Muitas vezes, torna-se uma leitura difícil, mas não menos prazerosa.
Bom, quanto à imagem de zangado, isso me aconteceu há uns 10, 12 anos, em uma entrevista na Universidade Federal Fluminense (UFF). Eu era jornalista novata e trabalhava para a Folha Dirigida, um jornal de educação e concursos. Fui designada para conversar com ele sobre educação, leitura, etc. O escritor estava no Brasil para divulgar um dos seus livros, não lembro qual. Esperei Saramago falar sobre o que o trazia ao Brasil e, depois, fiz uma pergunta, que, confesso, saia do tema. Ele imediatamente virou para mim e falou mais ou menos assim: "ainda não terminei, você está me interrompendo". Isso, no meio de vários colegas. Fiquei com uma vergonha tremenda. Afinal, estava levando um passa-fora de um Prêmio Nobel de Literatura e todos os outros jornalistas estavam ali o bajulando. Saí possessa quando acabou a coletiva e nem quis saber de autógrafo como alguns presentes. Prometi que não queria saber mais daquele senhor.
Só fui ler um livro seu quando meu irmão ganhou "Ensaio sobre a cegueira" da namorada. Resolvi conhecer só para criticar depois, confesso. Mas mergulhei profundamente naquela narrativa e quis mais. Hoje acho essencial qualquer pessoa conhecer as obras deste fantástico escritor português, rabugento sim, mas um talento incontestável.

quinta-feira, junho 17, 2010

Chico Buarque na literatura

Estou na metade de Leite Derramado, o quinto livro de Chico Buarque. A história é narrada pelo velho Eulálio Assumpção, um senhor com mais de 100 anos, hospitalizado, que conta suas memórias. Na verdade, ele narra os fatos sem ordem cronológica e faz confusão entre as pessoas. É interessante costurar a história sob a visão de um idoso, que fala dos pais como se tivessem vivos e, de repente, lembra que a única filha tem 80 anos. É muito interessante! Não sei se a história foi inspirada na música O velho Francisco, mas segue a mesma lógica: os momentos de lucidez e esquecimentos de um idoso no fim da vida.
Não conheço as outras obras do autor/compositor. Dizem que Budapeste é também bastante interessante. Confesso que não tinha muita vontade de ler os livros de Chico, apesar de achá-lo um gênio como compositor/cantor. Só que suas obras literárias não me atraiam, nem pelo visual das capas, nem pelas histórias.

terça-feira, junho 08, 2010

Sábias palavras de Saramago

(José Saramago)
"Começar a ler foi para mim como entrar num bosque pela primeira vez e encontrar-me, de repente, com todas as árvores, todas as flores, todos os pássaros. Quando fazes isso, o que te deslumbra é o conjunto. Não dizes: gosto desta árvore mais que das outras. Não, cada livro em que entrava, tomava-o como algo único"

El País Semanal, Madrid, 29 de Novembro de 1998

quinta-feira, abril 22, 2010

Alice no país das maravilhas e outras cositas más

Retomei a leitura de "Alice no país das maravilhas", de Lewis Carroll. Não sei se a minha edição é a melhor, já que comprei na infância, mas está valendo...
No feriadão quero ainda o seguinte:
1 -  Terminar de ver Bastardos Inglórios
 2 - Ver A noviça rebelde
 3 -Terminar os episódios pendentes de Lost
 4 - Estudar um pouco processo civil e reorganizar a minha petição
 5 - Terminar de ler Alice.
 6 - Iniciar a segunda temporada de Dexter

sexta-feira, abril 09, 2010

Centenário de Rachel de Queiroz


Vamos antecipar as comemorações, já que este é o ano do Centenário da escritora Rachel de Queiroz. O aniversário é somente em 17 de novembro, mas não custa nada começar os festejos. E não há maneira melhor para lembrar da escritora lendo suas histórias. A seguir algumas obras:
1 - O quinze (1930)
2 - João Miguel (1932)
3 - Caminho de pedras (1937)
4 - As três Marias (1939)
5 - Dôra, Doralina (1975)
6 - O galo de ouro (1985) - folhetim na revista " O Cruzeiro", (1950)
7 - Obra reunida (1989)
8 - Memorial de Maria Moura (1992)

Obras infanto-juvenis
- O menino mágico (1969)
- Cafute & Pena-de-Prata (1986)
- Andira (1992)
- Cenas brasileiras - Para gostar de ler 17

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Lost e os livros

Lost tem várias referências literárias. Principalmente, porque Sawyer, quando não está perturbando os outros, está lendo com seus óculos improvisados.
Pois bem, encontrei no site O Livreiro de O Globo um texto escrito pela jornalista Cláudia Croitor, editora do Ego e dona do site Legendado. Vale a pena conferir:

***

"Tá bom, eu confesso. Eu li O terceiro tira só porque o livro de Flann O’Brien apareceu numa cena de uns dois segundos (é, segundos!) em um episódio de Lost. E também lá fui eu providenciar um exemplar de O senhor das moscas só porque o Sawyer estava lendo – e, ok, porque é considerado um dos livros que inspirou a série, esse de um jeito bem mais óbvio.
De James Joyce a Lewis Carroll, de Gilgamesh a Stephen Hawkins, Lost é permeado de referências literárias e um prato cheio para os fãs que tentam descobrir pistas para os mistérios da série nas linhas e entrelinhas dos livros. Ou para quem simplesmente adora ler, como eu. Ou como o Sawyer.
Pelas mãos do personagem passaram boa parte dos livros citados na série, e alguns foram parar na minha estante só por influência do golpista bonitão – ele já apareceu lendo Agatha Christie, irmãos Grimm, John Steinbeck, Adolfo Bioy Casares (seu A invenção de Morel é outro que tem muito em comum com Lost, aliás)…
Sawyer leu até os manuscritos de um autor que morreu no desastre do voo 815 e teve seu livro, digamos, póstumo lançado no mundo real e indo parar na lista dos mais vendidos do New York Times. O livro é Bad Twin, escrito por Gary Troup (na verdade foi escrito por Laurence Shames, autor real, mas não importa).
Gary Troup eu não li, mas foi Lost quem me deu uma vontade enorme de ler Charles Dickens, autor preferido de Desmond, que emprestou um título seu para virar nome de barco (Our mutual friend, o barco de Des e Penny) e até de episódio – A tale of two cities, da terceira temporada.
Dickens não? Que tal Stephen King? No dia em que o voo 815 caiu na ilha, o clube do livro na vila dos Outros estava justamente discutindo Carrie. Ben, aliás, adora o autor. The Dark Tower, dizem, estava na sua mesa de cabeceira quando ele se recuperava da cirurgia feita por Jack. Antes disso, quando ainda estava preso na estação Cisne, fingindo ser Henry Gale, pediu algum livro de King em vez do Os irmãos Karamazov que Locke ofereceu. E uma página do livro de Dostoievski acabou servindo de rascunho para Ben desenhar o mapa até o balão…
Até livro em português a gente viu na ilha (e lá fui eu comprar, mais um). Ardil 22, assim mesmo, traduzido, estava nas coisas de Naomi quando ela chegou à ilha de paraquedas. O episódio em questão se chamou Catch 22, inspirado no título original do livro.
C.S. Lewis, Flannery O’Connor, Philip K. Dick, Henry James, Julio Verne, a lista é enorme. Então já sabe. Para curar a ressaca do fim de Lost, que termina em maio, a gente se interna numa biblioteca. Afinal, vai-se a série, ficam os livros."

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Mentes inquietas

Estou no meio da leitura de  "Mentes inquietas", de Ana Beatriz Barbosa. O livro se propõe a falar de maneira fácil e didática do TDA (transtorno de déficit de atenção). Ao longo da leitura, tenho me identificado com alguns traços desse transtorno, mas sinceramente, acho que todo mundo que eu conheço se encaixa em vários deles. Cheguei a conversar sobre isso como uma amiga que entende de problemas como este e mais outros de dificuldade de aprendizagem. Ela me falou que quase todo mundo tem traços de déficit de atenção. Isso é bastante comum. Agora, realmente ter um transtorno que afete o seu cotidiano, aí deve haver um diagnóstico bem feito.
É uma nteressante leitura para quem tem filhos pequenos ou em idade escolar. Acho que vou ler também, por pura curiosidade, o outro livro da autora chamado "Mentes perigosas", sobre o funcionamento da mente dos psicopatas.

O Haiti no realismo fantástico

Fiquei muito interessada em ler  "O reino deste mundo" do cubano Alejo Carpentier, precursor do realismo fantástico. O romance teve como inspiração o Haiti nos fins dos anos 40 do século 20. Como este país tão pouco conhecido de nós, brasileiros, está nos jornais todos os dias (infelizmente, por conta do terremoto que o destruiu) e também porque adoro este estilo literário, é uma boa pedida para os próximos meses. O livro custa cerca de R$ 24,90 e tem a tradução de Marcelo Tápia. Está sendo relançado no Brasil.
Segundo matéria publicada na Folha de S. Paulo, foi no Haiti que Carpentier entreou em contato com aquilo que julgava ser patrimônio da América Latina: a realidade maravilhosa. No prólogo de "O reino deste mundo", ele diz que o maravilhoso está nas datas históricas e na própria vida cotidiana dos homens do continente e serve de material para construção de grandes narrativas.
A matéria da Folha cita trechos mais que fantásticos, como o do escravo Mackandal, personagem da história, que mesmo após ter sido morto pelos brancos, não abandona "o reino deste mundo", pois permanece como espírito para os negros, apesar de fisicamente não existir mais para os brancos.

segunda-feira, dezembro 14, 2009

A bicicleta azul

Estou no quarto livro da série A bicicleta azul, chamado Tango Negro. Adoro ler a saga de Léa Delmas e François Tavernier. Apesar de ter amado os três primeiros livros, este parece um pouco apelativo. Há descrições macabras dos tempos do Nazismo que parecem desnecessárias. As vezes, dá vontade de vomitar. Acho que não precisava tanto para chocar ou impressionar o leitor. Beirou o mau gosto.

sexta-feira, novembro 13, 2009

Tudo em família

Ao ler um pouco sobre o escritor peruano Mario Vargas Llosa descobri algo curioso: primeiro ele casou com a tia dele, Júlia e depois se separou e casou com uma prima, a Patrícia. Que doideira, né? Inclusive, o livro "Tia Júlia e o escrivinhador" é uma autobiografia. A obra conta a história de Varguitas, um escritor, que se apaixona pela tia dele, Júlia, que tem o dobro de sua idade. Alguém já leu?

sexta-feira, outubro 09, 2009

O cara da paz

O Prêmio Nobel da Paz este ano foi dado muito mais pela promessa do que pelos feitos. Mas, de qualquer forma, está valendo. Barack Obama é o que esperamos de um futuro melhor para a humanidade e para o continente. Para ilustrar o momento, coloco abaixo o texto do Prêmio Nobel de Literatura, José Saramago, publicado em seu blog sobre o presidente norte-americano. Vale a pena conferir:

Donde?
By José Saramago

Donde saiu este homem? Não peço que me digam onde nasceu, quem foram os seus pais, que estudos fez, que projecto de vida desenhou para si e para a sua família. Tudo isso mais ou menos o sabemos, tenho aí a sua autobiografia, livro sério e sincero, além de inteligentemente escrito. Quando pergunto donde saiu Barack Obama estou a manifestar a minha perplexidade por este tempo que vivemos, cínico, desesperançado, sombrio, terrível em mil dos seus aspectos, ter gerado uma pessoa (é um homem, podia ser uma mulher) que levanta a voz para falar de valores, de responsabilidade pessoal e colectiva, de respeito pelo trabalho, também pela memória daqueles que nos antecederam na vida. Estes conceitos que alguma vez foram o cimento da melhor convivência humana sofreram por muito tempo o desprezo dos poderosos, esses mesmos que, a partir de hoje (tenham-no por certo), vão vestir à pressa o novo figurino e clamar em todos os tons: “Eu também, eu também.” Barack Obama, no seu discurso, deu-nos razões (as razões) para que não nos deixemos enganar. O mundo pode ser melhor do que isto a que parecemos ter sido condenados. No fundo, o que Obama nos veio dizer é que outro mundo é possível. Muitos de nós já o vinhamos dizendo há muito. Talvez a ocasião seja boa para que tentemos pôr-nos de acordo sobre o modo e a maneira. Para começar. (janeiro de 2009)

terça-feira, outubro 06, 2009

Promoção imperdível

A livraria Saraiva, do shopping Iguatemi, do Rio de Janeiro, está com promoções fantásticas de dois livros de Gabriel García Márquez: Memórias de minhas putas tristes e Do amor e outros demônios. Quem morar por perto vale a pena conferir. Só não sei se vai até o fim desta semana.

sábado, setembro 19, 2009

Romance policial sem detetive

Em notinha do Prosa e Verso de hoje, a escritora de romances policiais, Patricia Melo, lembra que, em toda a sua bibliografia, não tem nenhum personagem detetive. Interessante, né? Todas as histórias policiais que eu conheço são protagonizadas por investigadores. Agora, ela quer providenciar um para projetos futuros.
Aliás, fiquei ainda mais curiosa para ler suas histórias. Entre suas publicações estão Acqua troffana e Jonas, o copromanta. Outro autor do gênero que está na minha lista é Luís Alfredo García-Roza.

domingo, setembro 13, 2009

Bienal fervilhando

A Bienal do Livro está cheia como sempre. É gente andando pelos corredores, lotando estandes e impedindo que a gente veja com mais calma o que tem de interessante para conhecer e comprar. Imagino que muitas pessoas vão a estes eventos só pela novidade, pelo modismo e sequer gostam realmente de ler. São as que compram um best-seller qualquer só para dizer que também estão inseridas no mundo mágico da leitura. Mas os lêem muito devagar ou o deixam num canto para ser guardado depois.
Há os adolescentes que comparecem realmente só pelo inusitado e vão até lá para tirar fotos e colocá-las depois no orkut. Vi um grupinho fazendo fila para serem fotografados com o cartaz em tamanho natural do Obama.
Os estandes estavam tão lotados que não consegui comprar os livros de Direito, de que estava precisando. Acabei parando num estande de livros usados e comprei o quarto romance da série Bicicleta Azul, de Regine Deforges ("Tango negro"), De amor e de sombras, da Isabel Allende e Rota 66, do Caco Barcellos. Nada raro, tampouco lançamentos.
No estande da Livraria da Travessa havia edições lindíssimas de clássicos da literatura, com capa dura, em inglês e laterais douradas. Quase saí com a obra completa de Oscar Wilde debaixo do braço. Depois pensei bem e falei que ainda preciso caminhar muito para ler no idioma original. Acabamos levando livros de arte e de cinema, muito interessantes!
Quanto ao reembolso do ingresso, que prometeram dar em alguns estandes, caso a pessoa adquirisse mais de R$ 50 em livros, é uma lenda. Em todos em que fomos, inclusive de editoras grandes como Record e Saraiva, ninguém oferecia tal desconto.
Enfim, saímos com algumas publicações, cansados, mas valeu a pena. Sempre vale a pena percorrer um evento como estes, ainda mais para quem ama o mundo das letras.