Eu sempre gostei mais da palavra alegria do que da felicidade. Porque a alegria me parece mais verdadeira, mais esfuziante, mais fugaz. Porque é possível ser alegre. De vez em quando a gente é. A alegria é o contentamento que traz gargalhada, abraços apertados, brincadeiras sacanas.
Já a felicidade, por se pretender um estado eterno de ser, soa falsa. Ninguém é feliz. As pessoas têm momentos felizes. Aliás, a felicidade só existe no Facebook, no Orkut ou qualquer outra rede social. É para inglês ver. Felicidade é a pretensa idéia de que a nossa vida é perfeita. E já dizem os cientistas, quem a procura, adoece, porque nunca vai encontrá-la. Por isso, o Poetinha está certo quando diz: "é melhor ser alegre que ser triste. Alegria é a melhor coisa que existe. É assim como a luz no coração". Viva a alegria!
Um blog para falar sobre política, viagem, cinema, séries, notícias e muito outros assuntos interessantes...ou não.
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quinta-feira, novembro 29, 2012
sexta-feira, fevereiro 04, 2011
Casa arrumada
Adorei o texto. Recebi por e-mail de uma amiga. Não sei quem é o autor, mas compartilho as palavras com vocês.
"Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar
"Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar
terça-feira, dezembro 21, 2010
Frase para a vida
"Não há sucesso sem dor"
Não sei de quem é a autoria da frase, mas era dita pelo professor de uma amiga. Todos os dias acordo pensando nela. É preciso esforço, dedicação e concentração para estudar, principalmente nesta época de festas de fim de ano.
Não sei de quem é a autoria da frase, mas era dita pelo professor de uma amiga. Todos os dias acordo pensando nela. É preciso esforço, dedicação e concentração para estudar, principalmente nesta época de festas de fim de ano.
segunda-feira, novembro 01, 2010
Para refletir
"Cuidado ao fazer chorar uma mulher, pois Deus conta as tuas lágrimas. A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisoteada, nem da cabeça para ser superior; mas do lado para ser igual; debaixo do braço para ser protegida; e do lado do coracão para ser amada".
(do Talmud - livro de frases judeu)
O pensamento é bastante oportuno, depois que a gente lê nos jornais tantos casos de violência e até assassinato de mulheres por seus maridos ou companheiros. Realidade triste, muito triste!
quarta-feira, outubro 13, 2010
Sobre as nossas crianças
Este texto é de Martha Medeiros. Como sempre, bem interessante.
Sua majestade, a criança
Tem se falado muito na falta de limites das crianças de hoje. A garotada manda e desmanda nos pais e estes, sentindo-se culpados pelo pouco tempo que ficam em casa, aceitam a troca de hierarquia – hoje os adultos é que recebem ordens e reprimendas, e não demora serão colocados de castigo.
Segundo os pedagogos, precisamos voltar a dizer não para a pirralhada. É a ausência do não que faz com que meninas saiam de madrugada sem avisar para onde estão indo, garotos peguem o carro do pai sem ter habilitação e todos sejam estimulados a consumir descontroladamente, a não dar explicações e a viver sem custódia. Mas onde encontrar energia para discutir com filho? Pai e mãe se jogam no sofá e pensam: “Façam o que bem entender, desde que nos deixem quietos vendo a novela”.
Alguns adultos defendem-se dizendo que é impossível dar limites, vigiar e orientar, tendo que sair de manhã para o batente e voltar à noite demolidos pelo cansaço. Compreendo, é complicado mesmo. Se existe uma liberalidade e agressividade maior hoje entre as crianças, é claro que o fato de as mulheres terem entrado no mercado de trabalho e deixado em aberto o posto de rainhas do lar tem algo a ver com isso. Mas nem me passa pela cabeça estimular um meia-volta, volver. A sociedade avançou com a participação das mulheres e esse é um caminho sem retorno. O que compromete o destino de uma criança é não ter sido amada. E muitas não foram, mesmo com os pais por perto.
A falta de amor é a origem de grande parte das neuroses, psicoses e desvios de conduta. Uma criança que não se sentiu amada pode cometer erros de avaliação sobre si própria e cometer desvarios para alcançar uma autoestima que está sempre fora de alcance.
Não adianta o pai e a mãe passarem a mão na cabeça do filhote de vez em quando e repetir um “eu te amo” automático. A criança precisa se sentir amada de verdade, e as demonstrações não se dão apenas com beijos e abraços, e tampouco com proibições sem justa causa. O “não deixo, não pode” tem que ser argumentado. “Não deixo e não pode porque….” Tem que gastar o latim. Explicar. E prestar atenção no filho, controlar seus hábitos, perceber seus silêncios, demonstrar interesse pelo que ele faz, pelo que ele pensa, quem são seus amigos, quais suas aptidões, do que ele se ressente, o que está calando, por que está chorando, se sua rebeldia é uma maneira de pedir socorro, se está precisando conversar, se o que tem sentido é demasiado pesado pra ele, se precisa repartir suas dores, se está sendo bem acolhido pela escola, se não estão exigindo dele mais do que ele pode dar, se não foram transferidas responsabilidades para ele que são incompatíveis com sua idade, se há como entender e aceitar seus desejos, se ele está arriscando a própria vida e precisa de freio, se estamos deixando ele sonhar alto demais, se estamos induzindo que ele sonhe de menos, se ele está recebendo os estímulos certos ou desenvolvendo preconceitos generalizados. Dá uma trabalheira, mas isso é amar.
Algumas crianças são criadas por empregadas, ou seja, são terceirizadas e depois o psiquiatra que junte os cacos. Com amor, ao contrário, toda criança sente-se ilustríssima, majestade, vossa excelência, sem fazer mau uso do cargo. Será confiante e segura como um rei, não se violentará para agradar os outros (usando drogas ou imitando o que os outros fazem para ser aceita num grupo). Será o que é, afinada com o próprio eixo. E se transformará num adulto bem resolvido, porque a lembrança da infância terá deixado nela a dimensão da importância que ela tem.
(por Martha Medeiros, publicado no jornal Zero Hora/RS em 11/outubro/2009)
Sua majestade, a criança
Tem se falado muito na falta de limites das crianças de hoje. A garotada manda e desmanda nos pais e estes, sentindo-se culpados pelo pouco tempo que ficam em casa, aceitam a troca de hierarquia – hoje os adultos é que recebem ordens e reprimendas, e não demora serão colocados de castigo.
Segundo os pedagogos, precisamos voltar a dizer não para a pirralhada. É a ausência do não que faz com que meninas saiam de madrugada sem avisar para onde estão indo, garotos peguem o carro do pai sem ter habilitação e todos sejam estimulados a consumir descontroladamente, a não dar explicações e a viver sem custódia. Mas onde encontrar energia para discutir com filho? Pai e mãe se jogam no sofá e pensam: “Façam o que bem entender, desde que nos deixem quietos vendo a novela”.
Alguns adultos defendem-se dizendo que é impossível dar limites, vigiar e orientar, tendo que sair de manhã para o batente e voltar à noite demolidos pelo cansaço. Compreendo, é complicado mesmo. Se existe uma liberalidade e agressividade maior hoje entre as crianças, é claro que o fato de as mulheres terem entrado no mercado de trabalho e deixado em aberto o posto de rainhas do lar tem algo a ver com isso. Mas nem me passa pela cabeça estimular um meia-volta, volver. A sociedade avançou com a participação das mulheres e esse é um caminho sem retorno. O que compromete o destino de uma criança é não ter sido amada. E muitas não foram, mesmo com os pais por perto.
A falta de amor é a origem de grande parte das neuroses, psicoses e desvios de conduta. Uma criança que não se sentiu amada pode cometer erros de avaliação sobre si própria e cometer desvarios para alcançar uma autoestima que está sempre fora de alcance.
Não adianta o pai e a mãe passarem a mão na cabeça do filhote de vez em quando e repetir um “eu te amo” automático. A criança precisa se sentir amada de verdade, e as demonstrações não se dão apenas com beijos e abraços, e tampouco com proibições sem justa causa. O “não deixo, não pode” tem que ser argumentado. “Não deixo e não pode porque….” Tem que gastar o latim. Explicar. E prestar atenção no filho, controlar seus hábitos, perceber seus silêncios, demonstrar interesse pelo que ele faz, pelo que ele pensa, quem são seus amigos, quais suas aptidões, do que ele se ressente, o que está calando, por que está chorando, se sua rebeldia é uma maneira de pedir socorro, se está precisando conversar, se o que tem sentido é demasiado pesado pra ele, se precisa repartir suas dores, se está sendo bem acolhido pela escola, se não estão exigindo dele mais do que ele pode dar, se não foram transferidas responsabilidades para ele que são incompatíveis com sua idade, se há como entender e aceitar seus desejos, se ele está arriscando a própria vida e precisa de freio, se estamos deixando ele sonhar alto demais, se estamos induzindo que ele sonhe de menos, se ele está recebendo os estímulos certos ou desenvolvendo preconceitos generalizados. Dá uma trabalheira, mas isso é amar.
Algumas crianças são criadas por empregadas, ou seja, são terceirizadas e depois o psiquiatra que junte os cacos. Com amor, ao contrário, toda criança sente-se ilustríssima, majestade, vossa excelência, sem fazer mau uso do cargo. Será confiante e segura como um rei, não se violentará para agradar os outros (usando drogas ou imitando o que os outros fazem para ser aceita num grupo). Será o que é, afinada com o próprio eixo. E se transformará num adulto bem resolvido, porque a lembrança da infância terá deixado nela a dimensão da importância que ela tem.
(por Martha Medeiros, publicado no jornal Zero Hora/RS em 11/outubro/2009)
sexta-feira, agosto 20, 2010
Pensamentos internéticos
" A morte não traz todas as respostas. O nome disso é Google. A morte é outra coisa". Adorei!
quinta-feira, agosto 19, 2010
sexta-feira, agosto 13, 2010
terça-feira, junho 08, 2010
Sábias palavras de Saramago
(José Saramago)
"Começar a ler foi para mim como entrar num bosque pela primeira vez e encontrar-me, de repente, com todas as árvores, todas as flores, todos os pássaros. Quando fazes isso, o que te deslumbra é o conjunto. Não dizes: gosto desta árvore mais que das outras. Não, cada livro em que entrava, tomava-o como algo único"
El País Semanal, Madrid, 29 de Novembro de 1998
"Começar a ler foi para mim como entrar num bosque pela primeira vez e encontrar-me, de repente, com todas as árvores, todas as flores, todos os pássaros. Quando fazes isso, o que te deslumbra é o conjunto. Não dizes: gosto desta árvore mais que das outras. Não, cada livro em que entrava, tomava-o como algo único"
El País Semanal, Madrid, 29 de Novembro de 1998
segunda-feira, abril 05, 2010
O valor de cada um
A vitória de Marcelo Dourado no BBB10 me faz refletir sobre algo que esta presente na sociedade . Por que só tem mérito quem estava no caminho errado e conseguiu se superar, alterar sua trajetória e não aqueles que sempre estiveram no caminho certo, agindo corretamente, buscando fazer o melhor?
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
Coerência
Saber equilibrar o que se pensa e diz com o que se coloca em prática é algo quase inatingível. Poucas pessoas que conhecemos conseguem ser o que realmente defendem como ideais. Os valores que nos acompanham, poucas vezes, saem do campo das ideias e vão figurar no nosso comportamento. Falo isso, porque é algo que muito me preocupa. Tento ser coerente com o que penso, mas nem sempre é possível.
Muitas pessoas falam em justiça e fraternidade. Mas seus valores caem por água abaixo quando são injustos com um empregado seu, nunca sequer contribuiram para melhorar a vida dos mais necessitados e pouco ajudam para melhorar o campo social.
Vejo gente que defende a distribuição de renda, mas faz questão de acumular bens e imóveis o quanto pode. Há pessoas que dizem para os seus filhos "mentir é feio", mas ao primeiro telefonema indesejado dizem para os mesmos "se for para mim, diz que não estou".
Não estou aqui colocando o dedo na cara de ninguém. Apenas constatando o que é perfeitamente comum na raça humana. A gente fala para impressionar, expõe com propriedade nossas ideias, tem um belo discurso elogiado por muitos. Só que na hora de fazer, aí é que são elas.
Eu mesma, que acho este mundo capitalista bastante cruel, em que as pessoas são reconhecidas pelo que acumulam e não por sua essência; que acredito que a gente deve trabalhar no que gosta e não no que dá mais dinheiro, me vejo patinando nos meus valores. Hoje viajo para os Estados Unidos e fico feliz da vida quando posso comprar lá objetos bons e mais baratos e, além disso, estou migrando de uma profissão que tanto amo, para outra que ainda não sei dizer que lugar ocupa ou vai ocupar no meu coração. Simplesmente, estou buscando melhores condições financeiras.
Enfim, ser coerente não é para qualquer um. Quem conseguir esta façanha, eu aplaudo de pé.
Muitas pessoas falam em justiça e fraternidade. Mas seus valores caem por água abaixo quando são injustos com um empregado seu, nunca sequer contribuiram para melhorar a vida dos mais necessitados e pouco ajudam para melhorar o campo social.
Vejo gente que defende a distribuição de renda, mas faz questão de acumular bens e imóveis o quanto pode. Há pessoas que dizem para os seus filhos "mentir é feio", mas ao primeiro telefonema indesejado dizem para os mesmos "se for para mim, diz que não estou".
Não estou aqui colocando o dedo na cara de ninguém. Apenas constatando o que é perfeitamente comum na raça humana. A gente fala para impressionar, expõe com propriedade nossas ideias, tem um belo discurso elogiado por muitos. Só que na hora de fazer, aí é que são elas.
Eu mesma, que acho este mundo capitalista bastante cruel, em que as pessoas são reconhecidas pelo que acumulam e não por sua essência; que acredito que a gente deve trabalhar no que gosta e não no que dá mais dinheiro, me vejo patinando nos meus valores. Hoje viajo para os Estados Unidos e fico feliz da vida quando posso comprar lá objetos bons e mais baratos e, além disso, estou migrando de uma profissão que tanto amo, para outra que ainda não sei dizer que lugar ocupa ou vai ocupar no meu coração. Simplesmente, estou buscando melhores condições financeiras.
Enfim, ser coerente não é para qualquer um. Quem conseguir esta façanha, eu aplaudo de pé.
terça-feira, janeiro 26, 2010
Vi no outdoor e gostei
"A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro" (John Lennon)
terça-feira, novembro 03, 2009
Perfeição
O texto abaixo eu tirei do blog "Amigos do Freud" e parece que o autor é o Leonardo, que escreve neste espaço. Adorei e resolvi reproduzir dando o crédito.
Você consegue?
Se você consegue começar o dia sem cafeína para despertar.
Sem uma gota de álcool para se alegrar no fim da tarde e, à noite, consegue ir para a cama sem nenhum comprimido para dormir.
Se você consegue manter o bom humor, ignorando os males do mundo e as suas próprias dores.
Se consegue engolir as queixas e evitar aborrecer os outros com seus problemas.
Compreender quando as pessoas - mesmo as que te amam - estão ocupadas pra te atender agora...
Se você consegue suportar a crítica e aceitar a censura, mesmo por um erro que não cometeu.
Se você consegue relevar a grosseria das pessoas, sem se revoltar.
Enfrentar a vida sem mentiras e falsidades.
E, do fundo do coração, não ter qualquer preconceito de raça, crença, idade ou opção sexual.
Se você consegue comer a mesma comida todos os dias e continuar feliz.
Se depois de horas de solidão você consegue, sem cobranças, receber a quem chega com imensa alegria.
Se consegue amar incondicionalmente, sem esperar nada em troca.
E acreditar que cuidarão de você até o fim da vida...
Se você consegue isso, meu amigo, você é quase tão perfeito quanto o seu cão.
Você consegue?
Se você consegue começar o dia sem cafeína para despertar.
Sem uma gota de álcool para se alegrar no fim da tarde e, à noite, consegue ir para a cama sem nenhum comprimido para dormir.
Se você consegue manter o bom humor, ignorando os males do mundo e as suas próprias dores.
Se consegue engolir as queixas e evitar aborrecer os outros com seus problemas.
Compreender quando as pessoas - mesmo as que te amam - estão ocupadas pra te atender agora...
Se você consegue suportar a crítica e aceitar a censura, mesmo por um erro que não cometeu.
Se você consegue relevar a grosseria das pessoas, sem se revoltar.
Enfrentar a vida sem mentiras e falsidades.
E, do fundo do coração, não ter qualquer preconceito de raça, crença, idade ou opção sexual.
Se você consegue comer a mesma comida todos os dias e continuar feliz.
Se depois de horas de solidão você consegue, sem cobranças, receber a quem chega com imensa alegria.
Se consegue amar incondicionalmente, sem esperar nada em troca.
E acreditar que cuidarão de você até o fim da vida...
Se você consegue isso, meu amigo, você é quase tão perfeito quanto o seu cão.
quarta-feira, julho 22, 2009
Pensamento atualíssimo
"Os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente e pela mesma razão".
(Eça de Queiroz)
(Eça de Queiroz)
segunda-feira, outubro 13, 2008
Há dois anos
"Eu não ganho nem de poste em cargo Executivo porque eu vou sempre ser veado e maconheiro no final" (Fernando Gabeira ao responder se disputaria cargo para o executivo, em 19 de setembro de 2005)
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
Sorriso Cubano
por Carol Bessa, publicado neste blog pela primeira vez em abril de 2003
"Os cubanos estão sempre com um sorriso nos lábios. Mas choram por dentro". A declaração do estudante da Universidad de La Habana deveria ser apenas uma resposta à minha indagação sobre a hospitalidade do povo da ilha. Na verdade, eu andava meio decepcionada com o tratamento que vinha sendo dado nos hotéis de Cuba a nós, turistas. Mas aquela frase me feriu como uma lança.
Naquele momento percebi que, a ânsia por dólares tinha feito os funcionários do setor turístico esquecerem os valores morais ensinados há décadas com a Revolução de Fidel Castro. Só que eles não são os únicos habitantes daquela ilha tão polêmica. Aquele jovem, que carregava o mesmo nome de El comandante, também lembrou que a tristeza que os cubanos levavam na alma, pelo aprisionamento de uma ditadura, não foi suficiente para apagar de suas faces a simpatia típica dos povos caribenhos. Não seria a falta de dinheiro, nem as restrições do sistema, que lhes tirariam a esperança.
Fidel, o estudante, se orgulha de ter como mártir um ícone mundial como Che Guevara e diz que, ele sim, foi um verdadeiro socialista. Perguntado sobre o que achava de seu xará, o Castro, o rapaz disse: "ele não é socialista". Seu amigo Vani, também universitário, tratou logo de completar o raciocínio: "Enquanto voltamos para casa com fome após perdermos seis horas escutando um discurso do presidente na Praça da Revolução, ele segue para a casa, em uma comitiva de dez carros, descansa em um quarto luxuoso e fuma seu charuto".
Mas a desilusão com o líder da Revolução de 59 não é unanimidade como o amor ao Che. Minutos depois, eu escutava de um taxista, que fez questão de se apresentar como Roberto, que a vida dos cubanos melhorou muito com a chegada de Fidel Castro ao poder. Eu relatei o descontentamento dos mais jovens e o homem respondeu: "eles não sabem o que era isso aqui antes da revolução". Imediatamente explicou que a violência é uma palavra apagada do dicionário daquele povo. Segundo ele, não há assassinatos, tráfico de drogas ou assaltos. No máximo, um furto aqui e outro ali.
Se o socialismo segue sendo utopia na cabeça de alguns, ninguém faz questão de esconder o orgulho que têm da qualidade da educação e da saúde no país. O mesmo jovem que criticou a ditadura castrista enche a boca para lembrar que o ensino é gratuito e todos têm a educação básica assegurada. Ainda, de acordo com ele, não há analfabetismo na ilha. "Uma mãe que não leva seu filho à escola pode pegar 10 anos de prisão", explicou Vani. As conquistas no campo educacional são expostas até no Museu da Revolução. Enquanto que em 1958 o orçamento para o setor era de 79,4 pesos e o gasto por aluno de 11 pesos, em 1990, o orçamento foi de mais de 1.856 pesos, sendo 175 para cada estudante.
A crise financeira causada pela queda da União Soviética, que ajudava economicamente a ilha, agravou a pobreza e ficou marcada na alma dos cubanos. Para se recuperar de um naufrágio, a população vê com bons olhos a chegada dos dólares através do turismo. Ao caminhar pelas ruas de Havana Velha não se fica um minuto sequer sem ouvir alguém pedir um dólar. Mas quem pensa que são pessoas marginalizadas, sujas e moribundas, que vivem nas ruas, se engana. São pessoas pobres sim, mas não mendigos ou excluídos sociais com os quais costumamos esbarrar nas esquinas cariocas. Não se vê meninos de rua, tampouco crianças doentes jogadas pelos cantos. Por mais humilde que seja sua vestimenta, não há um chiquito sem calçado.
Se o sorriso cubano está cada vez mais escasso, como disseram os jovens universitários, enquanto houver um show de salsa, existirá uma ponta de alegria. Assim como os brasileiros, nossos amigos latino-americanos são bastante musicais. Se nas ruas brasileiras sempre há uma baducada com cavaquinho e pandeiro, em Havana os velhinhos músicos se enchem de vigor ao mexer uma maraca e sentar para tocar um violão. Imediatamente surgirá um casal para dançar a salsa, a rumba ou outros ritmos calientes difíceis de distinguir um dos outros. Os cubanos também têm molejo no quadril e suas mulatas, tanta sensualidade quanto as nossas.
Quem conhece Cuba, no mínimo, se apaixona pela cultura, pela arquitetura e por seu ar de coisa antiga (por que não?). E quando pintar aquela vontade de falar sobre política, é claro que não dá para bater palmas para uma ditadura que aliena seu povo, mas também é impossível fechar os olhos para as conquistas sociais promovidas por El Comandante.
Amar Ernesto Che Guevara é fácil: ele morreu. Quem não sente nostalgia quando fala dos ídolos mortos? O difícil é julgar um governo que se perpetua há mais de 40 anos sob a figura de um homem, que pela duração de seus discursos, parece que não vai morrer nunca. Se é triste saber que os cubanos não têm acesso às informações, nem permissão para viajar a outro país, não vamos ser ingênuos de esquecer toda espécie de covardia que os norte-americanos têm feito através do embargo econômico, para provar que o socialismo não existe e nunca existiu. Não ver uma criança cheirando cola na calçada já é um alento ao coração. Por isso, quem conseguir, que atire a primeira pedra.
"Os cubanos estão sempre com um sorriso nos lábios. Mas choram por dentro". A declaração do estudante da Universidad de La Habana deveria ser apenas uma resposta à minha indagação sobre a hospitalidade do povo da ilha. Na verdade, eu andava meio decepcionada com o tratamento que vinha sendo dado nos hotéis de Cuba a nós, turistas. Mas aquela frase me feriu como uma lança.
Naquele momento percebi que, a ânsia por dólares tinha feito os funcionários do setor turístico esquecerem os valores morais ensinados há décadas com a Revolução de Fidel Castro. Só que eles não são os únicos habitantes daquela ilha tão polêmica. Aquele jovem, que carregava o mesmo nome de El comandante, também lembrou que a tristeza que os cubanos levavam na alma, pelo aprisionamento de uma ditadura, não foi suficiente para apagar de suas faces a simpatia típica dos povos caribenhos. Não seria a falta de dinheiro, nem as restrições do sistema, que lhes tirariam a esperança.
Fidel, o estudante, se orgulha de ter como mártir um ícone mundial como Che Guevara e diz que, ele sim, foi um verdadeiro socialista. Perguntado sobre o que achava de seu xará, o Castro, o rapaz disse: "ele não é socialista". Seu amigo Vani, também universitário, tratou logo de completar o raciocínio: "Enquanto voltamos para casa com fome após perdermos seis horas escutando um discurso do presidente na Praça da Revolução, ele segue para a casa, em uma comitiva de dez carros, descansa em um quarto luxuoso e fuma seu charuto".
Mas a desilusão com o líder da Revolução de 59 não é unanimidade como o amor ao Che. Minutos depois, eu escutava de um taxista, que fez questão de se apresentar como Roberto, que a vida dos cubanos melhorou muito com a chegada de Fidel Castro ao poder. Eu relatei o descontentamento dos mais jovens e o homem respondeu: "eles não sabem o que era isso aqui antes da revolução". Imediatamente explicou que a violência é uma palavra apagada do dicionário daquele povo. Segundo ele, não há assassinatos, tráfico de drogas ou assaltos. No máximo, um furto aqui e outro ali.
Se o socialismo segue sendo utopia na cabeça de alguns, ninguém faz questão de esconder o orgulho que têm da qualidade da educação e da saúde no país. O mesmo jovem que criticou a ditadura castrista enche a boca para lembrar que o ensino é gratuito e todos têm a educação básica assegurada. Ainda, de acordo com ele, não há analfabetismo na ilha. "Uma mãe que não leva seu filho à escola pode pegar 10 anos de prisão", explicou Vani. As conquistas no campo educacional são expostas até no Museu da Revolução. Enquanto que em 1958 o orçamento para o setor era de 79,4 pesos e o gasto por aluno de 11 pesos, em 1990, o orçamento foi de mais de 1.856 pesos, sendo 175 para cada estudante.
A crise financeira causada pela queda da União Soviética, que ajudava economicamente a ilha, agravou a pobreza e ficou marcada na alma dos cubanos. Para se recuperar de um naufrágio, a população vê com bons olhos a chegada dos dólares através do turismo. Ao caminhar pelas ruas de Havana Velha não se fica um minuto sequer sem ouvir alguém pedir um dólar. Mas quem pensa que são pessoas marginalizadas, sujas e moribundas, que vivem nas ruas, se engana. São pessoas pobres sim, mas não mendigos ou excluídos sociais com os quais costumamos esbarrar nas esquinas cariocas. Não se vê meninos de rua, tampouco crianças doentes jogadas pelos cantos. Por mais humilde que seja sua vestimenta, não há um chiquito sem calçado.
Se o sorriso cubano está cada vez mais escasso, como disseram os jovens universitários, enquanto houver um show de salsa, existirá uma ponta de alegria. Assim como os brasileiros, nossos amigos latino-americanos são bastante musicais. Se nas ruas brasileiras sempre há uma baducada com cavaquinho e pandeiro, em Havana os velhinhos músicos se enchem de vigor ao mexer uma maraca e sentar para tocar um violão. Imediatamente surgirá um casal para dançar a salsa, a rumba ou outros ritmos calientes difíceis de distinguir um dos outros. Os cubanos também têm molejo no quadril e suas mulatas, tanta sensualidade quanto as nossas.
Quem conhece Cuba, no mínimo, se apaixona pela cultura, pela arquitetura e por seu ar de coisa antiga (por que não?). E quando pintar aquela vontade de falar sobre política, é claro que não dá para bater palmas para uma ditadura que aliena seu povo, mas também é impossível fechar os olhos para as conquistas sociais promovidas por El Comandante.
Amar Ernesto Che Guevara é fácil: ele morreu. Quem não sente nostalgia quando fala dos ídolos mortos? O difícil é julgar um governo que se perpetua há mais de 40 anos sob a figura de um homem, que pela duração de seus discursos, parece que não vai morrer nunca. Se é triste saber que os cubanos não têm acesso às informações, nem permissão para viajar a outro país, não vamos ser ingênuos de esquecer toda espécie de covardia que os norte-americanos têm feito através do embargo econômico, para provar que o socialismo não existe e nunca existiu. Não ver uma criança cheirando cola na calçada já é um alento ao coração. Por isso, quem conseguir, que atire a primeira pedra.
O mundo que meu filho vai ganhar
Dois episódios hoje me fizeram pensar nos rumos da humanidade. O primeiro foi retratado na minissérie "Queridos amigos", que mostra Betinho chegando ao aeroporto com a anistia. Sinceramente, todas as vezes que vejo essa imagem caio aos prantos. É como se o sociólogo fosse alguém da minha família, uma figura que fez parte da minha vida. E realmente fez, mesmo que indiretamente, mesmo que eu não o tenha conhecido pessoalmente.
O segundo fato foi a renúncia de Fidel Castro. É claro que isso vai representar uma mudança. Aliás, é o último território socialista do mundo. Para a maioria das pessoas significa a derrocada de um regime que era condenado ao fracasso. É claro que os países que passaram por esta experiência não tiveram muito êxito, tampouco apoio popular. Mas começo a pensar que hoje não temos dois lados para torcer. É como se você estivesse em um campo de futebol onde só houvesse um time e, sinceramente, não é o seu favorito.
Não sou a favor de ditaduras. Mas se os Estados Unidos não são também, porque financiaram a nossa, a da Argentina, a do Chile? Ora, o que me deixa com uma certa tristeza é saber que meu filho vai encontrar um mundo cada vez mais distante de idéias de solidariedade, como Betinho pregou; de uma esperança em acreditar que o homem pode partilhar. Meu filho vai nascer em um lugar onde só é possível competir, consumir, pensar apenas em si ou no máximo na sua família.
Mesmo não sendo socialista e entristecida com o que a esquerda brasileira se transformou, pelo menos, a lição que eu aprendi foi a de pensar no próximo, acreditar que muitos devem ter muito e não, que enriquecer enquanto o outro passa fome é absolutamente normal. Meu pai sempre pensou que um outro mundo é possível. E me apresentou os dois lados da moeda. Eu tinha os Estados Unidos e URSS para torcer. Podia escolher entre Lula e Collor. Hoje não há mais idéias para serem debatidas, mais discussões acaloradas (e as vezes chatas também). Só existe um único pensamento, o de olhar para o próprio umbigo. E é neste cenário que meu filho vai atuar. Espero que ainda reste um pouco de boas reflexões e mesmo utopias para transmiti-los e que ele e sua geração encontrem novos times para rivalizar com este que está aí.
O segundo fato foi a renúncia de Fidel Castro. É claro que isso vai representar uma mudança. Aliás, é o último território socialista do mundo. Para a maioria das pessoas significa a derrocada de um regime que era condenado ao fracasso. É claro que os países que passaram por esta experiência não tiveram muito êxito, tampouco apoio popular. Mas começo a pensar que hoje não temos dois lados para torcer. É como se você estivesse em um campo de futebol onde só houvesse um time e, sinceramente, não é o seu favorito.
Não sou a favor de ditaduras. Mas se os Estados Unidos não são também, porque financiaram a nossa, a da Argentina, a do Chile? Ora, o que me deixa com uma certa tristeza é saber que meu filho vai encontrar um mundo cada vez mais distante de idéias de solidariedade, como Betinho pregou; de uma esperança em acreditar que o homem pode partilhar. Meu filho vai nascer em um lugar onde só é possível competir, consumir, pensar apenas em si ou no máximo na sua família.
Mesmo não sendo socialista e entristecida com o que a esquerda brasileira se transformou, pelo menos, a lição que eu aprendi foi a de pensar no próximo, acreditar que muitos devem ter muito e não, que enriquecer enquanto o outro passa fome é absolutamente normal. Meu pai sempre pensou que um outro mundo é possível. E me apresentou os dois lados da moeda. Eu tinha os Estados Unidos e URSS para torcer. Podia escolher entre Lula e Collor. Hoje não há mais idéias para serem debatidas, mais discussões acaloradas (e as vezes chatas também). Só existe um único pensamento, o de olhar para o próprio umbigo. E é neste cenário que meu filho vai atuar. Espero que ainda reste um pouco de boas reflexões e mesmo utopias para transmiti-los e que ele e sua geração encontrem novos times para rivalizar com este que está aí.
quarta-feira, janeiro 16, 2008
Assino embaixo
“Trabalhe como se você não precisasse do dinheiro, ame como se você nunca tivesse sido magoado, e dance como se ninguém estivesse te observando.” (martha medeiros)
terça-feira, outubro 31, 2006
quarta-feira, agosto 30, 2006
Novos tempos
(não sei quem é o autor)
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
Fortificante não é mais Biotônico
Folhetins são novelas de TV
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
... De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
Fortificante não é mais Biotônico
Folhetins são novelas de TV
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
... De tudo.
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