quarta-feira, outubro 19, 2011

Momento sublime

Existem momentos na vida únicos, indescritíveis e intensos. Um deles é a gravidez. São emoções variadas: cuidado extremo nos três primeiros meses; a luta para aguentar dores sem tomar remédio; a primeira ultra em que se escuta o coração batendo; o alívio na translucência nucal quando se descobre que está tudo bem; a preocupação quando se leva tombos; os cuidados com a alimentação; a primeira vez em que se sente o bebê mexer (estou aguardando esta!) e por aí vaí, até o parto.
Depois que aquela criaturinha nasce, imagino que essas emoções só redobrem, que o amor só cresça e que os laços familiares se fortaleçam.
Passar por isso significa dizer que as responsabilidades aumentam, que se aprende a traçar novos caminhos e a se fortalecer com as adversidades. Entretanto, existe por trás de tudo, uma beleza muito maior que é descobrir como amar incondicionalmente.

domingo, outubro 09, 2011

Saber amar e priorizar

Saber amar a nós mesmos é lindo, mas também aprender a dar prioridades a quem amamos também é, em alguns momentos da vida. Não sou aquela pessoa inflexível, porque acho que dar felicidade aos outros também é garantir a sua própria. Quantas vezes me vi contente em abrir mão de alguma coisa para fazer a vontade do meu marido. No fim, nós dois curtimos juntos aquele momento partilhado.
Nesta minha nova fase tenho pensado muito em outra vida, a que pulsa em meu ventre. É ele, um pequeno ser em formação, que procuro priorizar desde a hora que acordo até a hora que durmo. Hoje existe trabalho, estudo e outros afazeres cotidianos, mas se algo tiver que esperar, com certeza não será o meu pequeno. A sua saúde é o que está hoje em primeiro lugar. É nas roupas que eu uso, na alimentação mais adequada, na música para meditação que eu procuro demonstrar todo o meu amor. Tudo para deixá-lo confortável e sadio dentro da sua primeira morada.
Por tudo isso, me orgulho muito de ser uma pessoa assim. Para muitos, pode ser sinal de fraqueza ou de falta de personalidade. Para mim, é de doação, felicidade e amor. Claro que, com moderação! Não podemos nos esquecer de nós mesmos para agradar aos outros, porque se não, estamos desistindo e fazendo com que os outros também desistam de nós. 
Entretanto, serenidade e ponderação ajudam na forma de viver e compartilhar com as pessoas a quem temos mais apreço momentos de prazer e de alegria. Hoje posso dizer que estou completa e quero muito que isso se perpetue. A vida pulsa e é preciso saber degustá-la dia após dia.

sexta-feira, setembro 30, 2011

Saudades de escrever

Há tempos não apareço por aqui. Não é por falta de assunto, podem acreditar. Na verdade, é porque muita coisa vem acontecendo. Boas, é óbvio! De qualquer forma, tento passar por aqui quando der, quando puder.
O Enfim... está meio abandonado não só por mim, mas pelos leitores. Até porque é a lógica. Se não tem novidade no espaço, ninguém visita. Prometo trazer vários assuntos ou então variações do mesmo tema.

quinta-feira, setembro 08, 2011

Max, o rei do mundo!

De volta!

Estou muito tempo sem passar por aqui, mas isso não significa que eu tenha abandonado este blog. Simplesmente porque algumas prioridades surgiram. Só posso dizer que estou em um momento pleno, único e belo de vida.
Sempre que puder, dou uma passada por aqui e trago novos posts. Leitores, não me deixem só!

domingo, julho 10, 2011

Amadurecer

Amadurecer é caminhar cada passo, aprendendo a cair e levantar, chorar e depois voltar a abrir um sorriso.
É necessário acreditar para não desesperar, porque tudo acontece no seu tempo certo. É preciso vencer as batalhas, sacudir a poeira e ter a certeza de que dias melhores virão. Porque eles sempre vêm.
Deixamos de lado a urgência da juventude para abraçar a serenidade da vida adulta. Saber ir devagar, porque é assim que se chega ao longe. É somar cada ponto, por cada vitória alcançada e não ligar para os entraves que porventura nos tentam a desistir. Os fortes são persistentes e sabem que nada é por acaso.

terça-feira, junho 28, 2011

A criminalização da homofobia - por um debate de alto nível

A discussão da vez é a criminalização da homofobia. É notório que grande parte da sociedade enxerga com maus olhos discursos como os de Bolsonaro e Myrian Rios. E, na opinião, é legítimo repudiar tais discursos. Não porque eles não tenham o direito de se manifestar com ideias contrárias. Mas porque os argumentos são distorcidos e preconceituosos. A tal deputada estadual confunde homossexualidade com pedofilia. E francamente, isso ofende a honra dos gays, porque os trata como criminosos. Acho válido o debate sobre as leis que criminalizam a homofobia, até para que possamos chegar à real discussão se é necessário criar uma lei que torne crime tais condutas preconceituosas ou se esse grupos já estão protegido pelo Código Penal quando se fala em crimes contra a honra ou, por exemplo, em lesão corporal ou outras penas aplicadas a quem pratica violência contra o grupo. É interessante argumentar quais são os parâmetros e até que ponto as pessoas que têm opiniões contrárias estariam sendo punidas por ter a liberdade de se expressar coibida. Quais os limites que deveriam ser previstos nas leis e por aí vai.
Na realidade, os debates são tão mesquinhos e rasteiros como aqueles feitos em relação ao aborto há meses. As pessoas tentam defender suas ideias levando em conta questões religiosas. Sinceramente, isso empobrece a discussão e distorce as reais intenções de quem se vale desse argumento para ser contra uma ou outra coisa.Não vamos ser hipócritas de dizer que não carregamos preconceitos de qualquer tipo. Se não é em relação à orientação sexual, é em relação a outros grupos. Mas quando me perguntam:"ah, você não tem qualquer tipo de preconceito contra ninguém?", eu respondo: "tenhor, mas não me orgulho em nada de ter". Em vez de ficar propagando ideias preconceituosas, deveríamos fazer um exercício diário para entender porque temos algum tipo de preconceito e o que podemos fazer para exterminá-lo de dentro de nós. Acima de tudo, todo mundo, qualquer grupo, seja minoria social ou até maioria, merece ter sua dignidade preservada e respeitada. As pessoas devem ser julgadas por seu caráter e não por pertencer a um ou outro grupo.



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quarta-feira, junho 22, 2011

A vida virou um reality show

Quando os blogs foram criados, muita gente disse que todo mundo estava se expondo, fazendo verdadeiros diários, que deixaram de ser secretos e trancados à chave para cair no cyber espaço. Muita gente contava o que tinha feito, o que iria fazer, como estava a relação com o namorado/noivo/marido. Imaginávamos que a internet tinha vindo para ser uma verdadeira rede de fofocas.
Só que, na época, não se imaginava que as redes sociais fariam muito pior. Antes, só entrava em um blog quem era amigo do autor ou quem o descobria em sites de busca. No Orkut, as pessoas começaram a deixar recados umas para as outras e colocar fotos de férias, de aniversário, de ocasiões especiais.
Aí veio o Facebook que nos transformou em verdadeiros participantes de reality show. Todas as pessoas da sua lista são capazes de saber o que você faz durante todo o dia e onde esteve. Para isso, basta que você seja alguém disposto a contar seus passos. Estou falando aqui, mas procuro me policiar para não me expor, tampouco expor meu marido e minha família. Há pessoas com descrição neste mundo e é preciso respeitá-las. Além disso, é preciso ter prudência e buscar aquela esquecida privacidade, que nos fazia, pelo menos no aconchego do nosso lar, seres anônimos dispostos a viver um pouco a intimidade.

quinta-feira, junho 16, 2011

Dona Naninha

Quando estou no trânsito sozinha, muitas vezes, me vejo pensando em alguns momentos da minha vida e em pessoas que por ela passaram. Hoje lembrei da vovó Ana ou dona Naninha, como muitos a conheciam. Ela se foi aos 80 anos, quando eu ainda tinha 13. Naquela época, ainda não tinha o hábito de sentar para ouvir as histórias dos mais velhos. Estava preocupada em brincar e começava a pensar em namorar.
Minha avó era uma boa pessoa, daquelas velhinhas calmas e tranquilas que vemos em filmes. Tenho poucas lembranças dela aborrecida. As suas únicas brigas eram para dar uma bronca no filho caçula. E o filho caçula já era um homem de 50 anos, no caso, meu pai.
Dona Ana era única na arte de fazer bolinhos de chuva. Nunca comi nenhum tão bom quanto os que ela fazia. Sempre levava uma latinha com um punhado  para as festas de família a que era convidada. Infelizmente, a receita se foi com ela. Tenho uma prima que até sabe fazer, mas não ficam tão fofinhos. Eram tão marcantes, que a tal guloseima era conhecida entre a gente como "o bolinho da vovó Ana"
Ela era uma senhorinha morena, alta e magra, que fazia um coque com seus cabelos branquinhos. Nascida e criada no interior da Bahia, falava palavras que só ela entendia. Usava vestidos estampados, daqueles que têm cinto de pano combinando. Ela usava anágua. E foi a última pessoa que vi usando essa peça de vestuário.
Conhecia no bairro, o padeiro, o açougueiro e o sapateiro. Andava devagarzinho, com aqueles passos curtinhos ia para lá e para cá. Não era raro, nos depararmos com ela, atravessando uma rua próxima. E dava aquela pontada no coração, de vê-la andando lentamente, enquanto motoristas afobados a esperavam cruzar a pista.
Na sua casa, tinha uma TV que sempre pegava mal. Geralmente íamos visitá-la aos domingos, no final da tarde. Para meu desespero,  passava naquele horário o meu programa preferido: Menudomania, com os meninos portoriquenhos que eram uma febre de meninas da época. E aquela televisão, sempre com chuvisco, me dava nos nervos. Isso me fazia abreviar a visita, para ir correndo para casa. Hoje lamento de não ter aproveitado mais a minha vózinha. Se eu soubesse que ela partiria tão rápido, eu teria curtido mais a velhinha. Enfim, são momentos que se vão, mas tornam-se imortalizados na memória.

segunda-feira, junho 06, 2011

A vida não é sopa, mas pode ser

Com a chegada do inverno, uma boa pedida é tomar sopa. Eu sempre detestei esse prato. Talvez seja um trauma de infância,  porque minha avó sempre nos obrigava a tomar. Na casa dela, o jantar era composto de sopa, refeição principal e sobremesa. Por isso, para chegar ao que eu gostava de comer, não tinha atalho. Ela dizia que primeiro era preciso começar pela sopa. Eu empurrava aquele prato cheio só para chegar no arroz, feijão e bife.
De lá para cá, perdi o costume de tomar sopa. Entretanto, desde que degustei uma feita de abóbora na casa da minha sogra, resolvi adotar essa prática à noite. Na semana passada, repeti a dose lá em casa. Agora, vou apostar na sopa de ervilha.

A vida em 2011

Pessoas que são desorganizadas como eu precisam fazer listas. Pois é, cumpri a primeira meta do ano, mas as outras ainda nem comecei. Está na hora de voltar para a dieta e fazer caminhadas matinais. Em paralelo, é necessário me dedicar um pouco à monografia.
Como procuro ser otimista, também vale, para aumentar a autoestima em dias de TPM, uma lista de coisas boas que já aconteceram em 2011:
1 - O nascimento do Rafael. Meu novo sobrinho nasceu e é uma criança linda!
2 - Ser madrinha da Mariana. Eu sempre adorei a pequena, mas de um mês para cá, todos têm incentivado que ela me chame de dinda. É porque um dia ela se referiu a mim assim. E é claro que eu topo ser sua madrinha. Amo essa menina desde o primeiro dia que a vi.
3 - As bodas de esmeralda dos meus pais. Foi uma festa linda e deu para matar as saudades de muita gente querida.
4 - O convívio maior com a família do marido depois que o Rafa nasceu. Impressionante como a chegada de um bebê é algo agregador. O clima é ótimo!

quarta-feira, maio 25, 2011

De grão em grão

Depois da primeira vitória do ano, a aprovação na OAB, sigo com os próximos planos de 2011. Estou confiante, feliz e animada.

sexta-feira, maio 20, 2011

Um grande dia!

Passei na prova da OAB. Esse é o primeiro sonho de 2011 realizado. É isso aí, estudo, esforço e dedicação me fizeram subir esse degrau. Agora é manter o ritmo e garantir um futuro melhor.

segunda-feira, maio 02, 2011

O homem que não gargalhava

(Por Carolina Bessa)

Ele não sabia gargalhar. O riso fácil, escancarado, barulhento era coisa impossível para ele. Não aprendeu como se fazia e achava graça de quem o conseguia. Criado por uma mãe que lamentava as mortes prematuras do marido e de um dos filhos, na sua casa não tinha programa de humor, música nem festa.
Mas o homem que não gargalhava cresceu, conheceu uma mocinha por quem se apaixonou, teve filhos, netos e bisnetos, sustentou a todos dignamente, comprou uma ilha encantada, teve gato, cachorro e papagaio. E, no fim, o homem que não gargalhava foi muito feliz!

segunda-feira, abril 25, 2011

Quatro dias para as férias

Estou ansiosa para que cheguem logo as férias, mas antes disso precisarei enfrentar uma declaração de IR, um dia de fórum e uma manhã no Tribunal Regional do Trabalho. Na linguagem do Facebook, não curti!

quarta-feira, abril 20, 2011

A morte dos blogs

O fenômeno Facebook andou contagiando todo mundo. Quem escrevia só para fazer uma espécie de diário, acabou migrando para a rede social. O Twitter absorveu outros tantos usuários da internet com o mesmo propósito. Entretanto, eu não abandono o meu blog por nada deste mundo. O blog é algo a mais. É o seu espaço cativo no cyber espaço, é o lugar adequado para escrever mais de cento e poucos caracteres, para transbordar ideias e debater qualquer assunto de forma mais aprofundada.
Sou fã dos blogs, primeiro, porque é possível descobrir muita gente interessante na rede, com boas ideias, pensamentos inteligentes e falando abertamente de temas distintos. Segundo, porque é onde a gente se sente em casa para escrever nossos melhores textos. O Enfim... está completando oito anos e, apesar do breve tempo em que desisti dele, não pretendo largá-lo tão cedo.
Muita gente abandonou seus blogs, deixou de atualizá-los ou simplesmente não se esforça mais para escrever algo interessante. Parece que perdeu o encanto. Hoje tratei de fazer uma limpa nos meus links. Apaguei vários, mas estou carente de novos, porque simplesmente não tenho encontrado muita coisa que me instigue a ler.
Outro dia mesmo toquei no assunto dos blogs que são meros "recorte-coles" de textos de outras pessoas. Há gente que não sabe escrever e quer ter um diário virtual só reproduzindo coisas que achou pelo Google. Quer coisa mais sem graça que isso?
Enfim, aceito sugestões de espaços bacanas com textos interessantes. Afinal, eu sou viciada em blogs.

terça-feira, abril 12, 2011

As férias do ócio

Nas próximas férias pretendo ter tempo para coisas simples da vida: ler um bom livro, rever os amigos, arrumar armários, dar um passeio pelo Saara para ver coisinhas para a casa, ver as vitrines dos shoppings, assistir sessão da tarde, andar no calçadão para beber água de coco, levar Brenda (minha cadela) ao parcão da Lagoa. Tudo assim, bem devagar, sem preocupação.
Ah, também tenho que separar livros para a minha mongrafia. Mas isso é uma outra história.

Unindo forças, fortalecendo laços

Os sustos que a vida nos dá, servem para valorizarmos ainda mais os momentos ao lado das pessoas queridas. Sempre que possível, visite seus pais, seus avós, seu melhor amigo. Não deixe de telefonar, mandar torpedos e até, porque não, usar as redes sociais para demonstrar seu afeto. O contato com aqueles que amamos é recomendável diariamente, para que possamos criar vínculos, fortalecer laços, apoiar decisões e oferecer um ombro para chorar. É isso que nos torna mais fortes e nos faz acreditar que viver é bom, que o passado de lembranças é doce, que o futuro pode nos reservar boas surpresas e o presente é cada tijolinho que colocamos para construir nossa trajetória.

domingo, abril 03, 2011

Alguém muito especial

Sentir saudades do meu avô é algo constante na minha vida. E quando lembro do seu jeito de falar, das coisas de que gostava e até do seu jeito de vestir, usando suspensório e boné, me faz cair aos prantos. Mesmo sete anos depois, a saudade ainda aperta muito!

quinta-feira, março 31, 2011

Lembranças da infância

Saudades das férias em uma ilha em que caçávamos borboletas e depois as soltávamos, comíamos amora e jamelão, mergulhávamos na lagoa, tínhamos medo de cobra, chorávamos a morte do caranguejo, corríamos de abelhas e marimbondos e nos encantávamos com os vaga-lumes.
(Pensar no meu avô sempre me inspira a escrever. Saudades dele!)